Jovem Sherlock (Young Sherlock) 1x02 – O Caso da Fotografia Queimada
Registro dos alvos.
OS QUATRO
APÓSTOLOS. “O Caso da Fotografia
Queimada” é o segundo episódio da primeira temporada de “Jovem Sherlock” e Sherlock Holmes
talvez nunca tenha estado em uma situação tão ruim… quer dizer, ele começou a
série preso e sendo “resgatado” da prisão por Mycroft, seu irmão mais velho,
mas ele estava preso por poucos meses por causa de um furto – agora, ele está
sendo acusado de um assassinato que não cometeu. A morte do Professor Thompson,
que era um dos alvos na explosão da bomba escondida na biblioteca conforme
descoberto por Sherlock e Moriarty no episódio anterior, foi seguida por uma
visita estranha da Princesa Shou’an ao quarto de Sherlock, na qual ela plantou
as provas necessárias para a sua prisão.
Agora, ele
está fora do caminho… ou assim ela pensa.
Há uma trama
muito grande por trás desses acontecimentos e isso conduzirá a temporada.
Mycroft percebe que não será tão fácil
assim tirar o Sherlock da prisão dessa vez, e o Professor Hodge não parece
fazer questão de esconder que é de seu interesse que ele continue preso –
talvez porque a explosão da qual Sherlock os salvara no episódio passado esteja
sendo tratada como uma encenação calculada, talvez por algum outro motivo
escuso… de todo modo, Moriarty também não tem mais lugar em Oxford, e ele faz
algo parecido ao que fizera anteriormente: ele
se une a Sherlock porque eles precisam provar a sua inocência e descobrir os
segredos por trás de toda essa história. Para isso, antes de mais nada, ele
precisa tirar Sherlock da prisão.
E QUE GRANDE
FUGA! Eu adorei toda a sequência do “resgate”, e foi mais ou menos nesse
momento em que, sorrindo de orelha a orelha, eu percebi o quanto eu já estou
gostando dessa série! Todo o plano de fuga é muito bom, envolve um pouco de
pancadaria e a dinâmica perfeita de Sherlock e Moriarty é a alma da cena, que
nos conduz aos dois escondidos e treinando juntos, porque Moriarty acha que Sherlock
precisa urgentemente aprender a se
defender. E, enquanto eles treinam, se defendem e atingem o outro no nariz,
eles também repassam o que acontecera na noite do assassinato e da prisão, e
gosto muito de como “Jovem Sherlock”
apresenta essa mente de Sherlock, capaz de recriar as situações em seus
detalhes, com direito à companhia de Moriarty!
Visualmente,
é impecável… e funciona no conceito da série!
Depois de
avaliarem juntos os acontecimentos e a clara intenção da Princesa Shou’an, eles
percebem que terão que retornar a Oxford – e por que não fantasiados de
policiais?! Eu gosto da audácia e da cara-de-pau de Sherlock e Moriarty de não
apenas retornarem a Oxford, mas de retornarem SE PASSANDO POR POLICIAIS, com
direito àquela cena icônica e hilária na qual eles conversam com o detetive
responsável pelo caso sobre “Sherlock Holmes”, com uma disputinha quase
infantil que é a cara da relação que eles estão construindo… e eles têm uma
química perfeita! Eles estão ali para investigar,
para descobrir pistas, para encontrar motivo. Quando a Princesa Shou’an retorna
para o quarto, Sherlock está lá e ela não tarda em o reconhecer.
Gosto do
desafio constante entre eles, e gosto da sensação de que as coisas não são tão
simples quanto parecem… gosto de como sinto que ainda não entendemos a Princesa
Shou’an e de como ela nos surpreenderá – o óbvio nem sempre é tão óbvio assim
quando se trata de histórias de Sherlock Holmes. Ele quer saber por que ele foi incriminado, e faz toda
uma leitura interessante sobre como é inegável a participação dela: quer dizer,
ela o dopou na noite do assassinato, e ela poderia ter gritado por ajuda quando
percebeu que ele estava ali no seu quarto, mas não o fez… depois de mais uma
sequência interessante de ação, Sherlock consegue escapar, com informações o
suficiente para rever a cena em sua mente mais tarde e investigar.
Havia um
papel na lareira da Princesa Shou’an, algo que ela não queria que ele visse, e descobrir o que era esse papel pode
ser a chave – se eles descobrirem o que ela queimou, talvez descubram também o
porquê. Sherlock e Moriarty chegam até uma foto com quatro professores, dentre
eles o Professor Thompson, e se dão conta de que os quatro estavam sentados na
mesma mesa, a mesa mais próxima da explosão em Oxford da qual Sherlock e
Moriarty os salvara… aquela é a lista de próximas vítimas da Princesa Shou’an,
e eles precisam correr para, quem sabe, salvar os Professores Roberts, Malik e
Enright, mas eles chegam tarde demais
para impedir o segundo assassinato. Roberts também está morto – os próximos
alvos correm perigo.
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