One Piece: Into the Grand Line 2x03 – Whisky Business
Nefertari Vivi, Princesa de Alabasta.
OS CHAPÉUS
DE PALHA CHEGAM À SUA PRIMEIRA ILHA NA GRAND LINE: WHISKY PEAK. “Whisky Business” é o terceiro episódio
da segunda temporada de “One Piece”,
que recebeu o subtítulo de “Into the
Grand Line”, e é um episódio sensacional! Tem um quê de diversão, tem novos
membros da Baroque Works e revelações sobre outros que conhecemos há pouco, tem
tensão com um perigo iminente que todo mundo parece perceber menos os próprios
piratas que acabaram de chegar, e sequências de ação que entregam excelentes
momentos para Zoro, em seu treinamento constante para um confronto futuro. O
espírito e a energia de “One Piece” a
tornam única e cada episódio é uma experiência deliciosa que me lembra o quanto
eu amo o universo e esses personagens!
Aparentemente,
a Grand Line é cheia de surpresas… a
começar pelos peixes pescados por Usopp e preparados por Sanji ou pelo clima
que parece mudar drasticamente de uma hora para outra, indo do sol quente a uma
tempestade rápida e a neve. Enquanto Nami tenta curtir cada uma das opções de
clima na Grand Line, Luffy é convencido por Miss Wednesday a soltá-la, porque
“seu instinto está mandando ele fazer isso” ou qualquer coisa assim – e mesmo
depois que a “assassina” escapa levando consigo o seu companheiro de Baroque
Works, o Mr. 9, ele ainda não tem certeza de que estava errado… ele ainda não
sabe o que “o seu instinto estava dizendo”. E, até o fim do episódio, ele vai
descobrir isso – com a ajuda da ILHA CACTO à qual chegam.
Whisky Peak
é inusitada. Improvável. Perfeita demais para ser verdade. Eles
estão habituados a serem detestados por serem piratas, mas as pessoas ali
parecem… felizes em vê-los? Como se
gostassem de piratas? O prefeito da cidade, que se apresenta como Igaram,
os recebe de braços abertos e uma hospitalidade aparentemente gentil, mas
secretamente assustadora, mas eu preciso dizer: é tão óbvio que há coisa ruim acontecendo e perigo espreitando e o fato
de os Chapéus de Palha simplesmente comprarem toda a narrativa e não perceberem
nada é HILÁRIO. Poderia ser incômodo, e quase é, mas combina tanto com essa
coisa exagerada de “One Piece”, e eu acho que isso
inusitadamente cria um bom suspense, porque eu fiquei o tempo todo nervoso…
Eles parecem
tão bobinhos e tão fáceis de enganar que ficar tenso é inevitável. Nami se
diverte em um jogo no qual tira dinheiro de uma freira; Sanji se diverte
assumindo as honras de bartender e preparando drinks elaborados; Luffy está
comendo tudo a que tem direito; Usopp se tornou a estrela dos dardos, que ele
nunca tinha jogado antes; e Zoro está bebendo tudo o que pode, embora esteja menos alegrinho que os demais, porque
ele não para de pensar na maneira como ainda
não está no nível de Mihawk, que enfrentará novamente em algum momento do
futuro. E então, conforme cada membro do bando se diverte à sua maneira,
percebemos que eles estão sendo habilmente conduzidos para armadilhas… eles estão prestes a conhecer os perigos da
ilha.
Todos os
moradores da ilha são parte da BAROQUE WORKS. Luffy, em parte dopado pelas
tantas tortas que comera em uma padaria, descobre que o prefeito Igaram é o Mr.
8, e é envolvido por sua música e pela dança hipnótica de Miss Wednesday, ao
mesmo tempo em que Nami se depara com os corpos dos Piratas Tulipas, e então
não pode mais negar o óbvio: aquele lugar
era bom demais para ser verdade. A ilha entrega aos piratas o que eles
querem, revelam quem eles são e então os matam. Quando Nami corre para contar a
Zoro que “esse lugar é uma armadilha”, no entanto, ele já percebeu por conta
própria e já iniciou uma longa batalha contra 100 agentes da Baroque Works, com
os quais ele lida mesmo estando com
bastante álcool no corpo.
Zoro É BOM
DEMAIS para ser morto por alguns agentes da Baroque Works… mesmo que esses
“alguns” sejam 100 agentes, e eu gosto demais de como ele usa isso como uma
maneira de “treinar”, parcialmente atormentado pelo “fantasma” de Mihawk – se
ele só se livrou de 40 agentes até o momento, dali em diante ele passa a
contar, e é maravilhoso ver o número crescendo, conforme a série nos entrega
toda uma sequência eletrizante de Zoro com as suas três espadas, enquanto a
Baroque Works o ataca seguindo as ordens de Mr. 9. Enquanto isso, Mr. 8 e Miss
Wednesday podem não ser exatamente quem acreditamos que eles eram, e novos
membros importantes da Baroque Works aparecem para a ação: o Mr. 5 e a Miss
Valentine.
Todo o
clímax do episódio é repleto de ação! De um lado, Zoro enfrenta o Mr. 9 e a
Miss Monday, além de soldados rasos da Baroque Works; de outro, Mr. 5 usa o seu
poder de meleca explosiva (eu adoro o absurdo e o improvável de “One Piece”!) e Miss Valentine o seu
controle sobre o próprio peso e densidade, e nos entregam a melhor reviravolta
possível quando chamam Miss Wednesday de “alteza”. Na verdade, a personagem que
conhecemos até o momento como “Miss Wednesday” e Igaram se infiltraram na
Baroque Works para tentar derrubá-la do lado de dentro, mas eles foram
descobertos e agora toda a organização os quer matar por traição… e já
começamos a supor os caminhos que a série vai tomar dali em diante.
Igaram era
um Capitão da Guarda Real de Alabasta, e tudo o que ele quer é que Luffy e os
Chapéus de Palha prometam proteger a sua
princesa – o futuro do seu país depende disso! Luffy promete (seu instinto não estava errado, afinal de contas!), e
Igaram, que foi atingido mais cedo, fica para trás para enfrentar Mr. 5 e Miss
Valentine dando à princesa e aos Chapéus de Palha tempo para escapar… a junção
entre o absurdo caótico e o inusitadamente emocionante de “One Piece” sempre me impressiona. É cômica a coisa toda da gravata
de Igaram e os tiros saindo de seu cabelo enquanto enfrenta um vilão com meleca
explosiva, e ainda assim a série consegue entregar uma carga emotiva
surpreendente através das reações à sua morte.
A explosão
assistida do Going Merry, ao qual eles têm tempo de chegar graças à ajuda de
Igaram, conta com lágrimas de “Miss Wednesday”, um grito que não ouvimos em
toda a sua potência, e um abraço de Nami que a acolhe naquele momento – E É UMA
CENA MUITO FORTE. A capacidade de apresentação e construção de personagens de “One Piece” é inegável! A série sabe ser
brincalhona ao mesmo tempo em que sabe como entregar momentos profundos que
geram conexão com os personagens e com a trama. É emocionante e bonito! Ao fim
do episódio, conhecemos o verdadeiro nome de “Miss Wednesday”: NEFERTARI VIVI,
PRINCESA DE ALABASTA. E isso é apenas a introdução
para uma trama muito maior que ainda acompanharemos!
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