Peach Lover – Ep. 09
Sequestro.
Eu gostava
mais de “Peach Lover” no início da
série do que eu gosto agora, tão próximo do final, o que é uma pena. Exibido
originalmente em 17 de março de 2026, o nono episódio de “Peach Lover” é o penúltimo episódio da série, e dá continuidade
àquela separação forçada de Po e Sasom, à qual fomos apresentados na conclusão
do episódio anterior. Infelizmente, as coisas são mais rasas do que gostaríamos
que elas fossem, e é uma pena que a série não consiga a) entregar a
grandiosidade que desejam; ou b) aceitar que não precisa. É uma série cujo
roteiro não acompanha o desejo de profundidade que eu sinto que eles acreditam que alcançaram.
Então, acaba
sendo superficial.
Foi Po quem
decidiu pedir um mês para Sasom, para “ter certeza de que ao lado dele que ele
quer estar, e não do Peach Lover”, e já fiz minhas devidas críticas quando
comentei o episódio anterior. O drama inventado se prolonga durante esse nono
episódio, com Po sentindo continuamente a falta de Sasom e o imaginando ali ao
seu lado – seja beijando seu corpo à beira da piscina ou beijando
carinhosamente a sua testa na sala de casa. Talvez tenha me irritado mais do
que tudo as reações de Po às falas do amigo sobre como “Sasom gosta dele de verdade”,
porque são coisas que já tinham ficado estabelecidas, que não precisavam ter
sido colocadas em dúvida.
Enquanto
isso, Sasom sofre silenciosamente pela ausência de Po e pela incerteza que o
acompanha por não saber se ele retornará para a sua vida ou não. No episódio
anterior, questionei a escolha de retorno e sumiço rápido de Ton, o antigo
Peach, mas a revelação da conversa entre Ton e Sasom não confere à trama
nenhuma densidade a mais. Ton assume a sua culpa e diz a Sasom que não quer ser
um fantasma que o assombra pelo restante da vida. Não tem nada de novo, e não
tem camadas ou possibilidades. É simples, caricato, sem material. E, então,
Sasom fica contente ao receber uma ligação de Po pedindo que ele vá até ele.
Aqui,
ganhamos o que imaginamos que seria o drama final da série, mas tampouco é: Po
é sequestrado pelo pai, que insiste na ideia de que ele se ordene por sua
causa. Gosto de como o Po se mantém firme em dizer “não” e como está certo, mas
o pai e seus capangas batem nele insistentemente em busca de uma mudança de
resposta que não virá – e é angustiante ver o Po sendo espancado.
Eventualmente, Sasom chega ao resgate, e ele luta contra todos os capangas do
pai de Po, como se ele fosse o Zoro derrubando 100 agentes da Baroque Works… mas sem a mesma competência e glamour.
Na verdade, os capangas estão meio que “esperando a sua vez” e Sasom os derruba
um a um.
De todo
modo, essa história toda do pai de Po é encerrada ainda nesse episódio, o que
me leva a dois comentários: primeiro, que a trama dele não entrega nem 1/3 do
que eu esperei que entregasse; depois, que o único mínimo conflito existente,
ainda que forçado, foi sanado nesse penúltimo episódio, então não resta
material para o último. De todo modo, o pai de Po está preso e ainda leva um soco
merecido do filho, e agora Po tem certeza de que ele ama Sasom e que é ao lado
dele que ele quer passar o restante da vida… novamente, se tem uma coisa que eu
preciso elogiar é a ausência de cenas para o casal secundário sem graça de “Peach Lover”.
Próximo
episódio é a conclusão e, infelizmente, não estou ansioso e/ou empolgado.
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