Além do Tempo – A morte de Berenice e a revelação de Severa
“Diga que eu nunca o traí. Foi ela, ela inventou tudo…
que ele procure meu diário”
A morte de
Berenice, a primeira esposa do Conde Felipe Castellini, e a sua suposta traição
ao marido sempre foi um mistério em “Além
do Tempo” – sabemos que tudo foi parte de uma armação de Melissa e da
família para que ela pudesse ficar com o conde, mas não conhecemos os detalhes
do plano, que agora começam a vir à tona… surpreendentemente, com uma ajuda de
Severa, a preceptora de Alex que não é tão ruim quanto ela sempre fez todo
mundo acreditar. “Berenice” é um nome proibido no casarão, e Conde Felipe nunca
quis falar sobre o assunto… ele não deixa nem que o Alex saiba muito sobre a
mãe, e o garoto nunca nem viu um retrato dela, até o momento em que ele entra
no quarto do pai sem autorização e, ao derrubar um livro, se depara com a foto.
A foto de
Berenice traz mais informação para a Severa do que para o Alex, no entanto.
Alex está feliz em ver o rosto da mãe pela primeira vez, mas Severa está atordoada demais ao perceber que aquele é um rosto que ela também conhece,
embora tenha se tornado preceptora de seu filho após a sua morte. Severa está
tão mexida que ela precisa conversar com
alguém, então ela busca Afonso. Depois, ela decide procurar o próprio Conde
Felipe: ela diz que pensou muito antes de dizer o que está prestes a dizer, mas
ele precisa saber que ela conheceu Berenice porque a sua falecida esposa morreu em seus braços em São Paulo… parece
absurdo e o Conde Felipe fica na defensiva toda vez que o nome de Berenice é
sequer mencionado, mas Severa pede que ele a escute.
Severa diz
que ele pode até decidir mandá-la embora, mas antes disso ela vai falar o que
tem a dizer, porque a verdade é que a criadagem ouve mais do que todos pensam,
e ela já ouviu histórias sobre a suposta traição de Berenice, mas ela não
sabia, até ver a foto, que Berenice era a moça que ela viu morrer após ser
atropelada por um coche… em seu leito de morte, a moça pediu que Severa
procurasse o seu marido e dissesse a ele que ela o amava muito e que nunca o
traiu, que foi “ela” quem inventou tudo. Infelizmente, as informações são todas
muito vagas, tanto na época da morte quanto agora: Berenice nunca disse o seu
nome ou o de seu marido, tampouco disse quem era a “ela” a quem ela se referia,
mas Severa sabe que ela estava dizendo a verdade…
“Ninguém mente em seu leito de morte”.
Como tudo é
muito vago, precisamos de detalhes que tornarão a história palpável, e temos
dois elementos: primeiro, o diário mencionado por Berenice, que precisa ser
encontrado e que deve revelar coisas importantes; depois, a medalha que caiu do
pescoço de Berenice e que Severa guardou consigo esses anos todos. Em algum
momento, o Conde Felipe decide que não quer continuar ouvindo, manda a Severa
sair do seu quarto como se não estivesse acreditando em nada do que ela diz,
mas as palavras de Severa o deixam pensativo, e ela tem como provar o que diz… assim que encontrar a medalhinha que ela tem
certeza de que trouxera consigo de São Paulo. Tudo é de uma tensão
impressionante, porque as coisas são lentas e dão a Melissa tempo de se
movimentar.
Estamos o
tempo todo angustiados com seu próximo passo.
Melissa
consegue tirar algumas coisas de Severa… até demais, na verdade. Sabendo que o
único assunto que deixa o Conde Felipe tão transtornado quanto ele está agora é
a sua falecida esposa, ela confronta a preceptora para saber o que ela falara,
e ela descobre que Berenice morreu nos braços de Severa, pedindo que ela
dissesse ao marido que ela nunca o traiu e que foi “ela” quem inventou tudo.
Melissa percebe, no entanto, que Severa não sabe de quem Berenice estava
falando, o que quer dizer que o seu segredo está em segurança por enquanto, e
Severa para de falar eventualmente, até porque ela sabe que não pode confiar em
Melissa e que, na verdade, ela não presta. Felizmente, então, Severa não fala
nada nem a respeito do diário nem a respeito da medalhinha.
E ela leva a
medalhinha, então, para que o Conde Felipe a veja: uma prova incontestável de que ela está dizendo a verdade e de fato
conhecera Berenice. Naquele momento, o Conde Felipe percebe que não pode
duvidar de sua palavra… ele reconhece a medalhinha que dera para e esposa no
dia em que Alex nasceu e que ela nunca tirava do pescoço. Aquilo mexe com ele,
e muitas memórias vêm à tona… ele se lembra de um bilhete anônimo que foi
plantado para fazê-lo acreditar que a Berenice o estava traindo, por exemplo, e
percebemos que Melissa conseguiu o manipular com vários pequenos detalhes até
que ele não tivesse dúvida da traição. As palavras ditas por Berenice estão, de
algum modo, ecoando dentro de sua cabeça, no entanto… e o diário é a chave.
O problema,
é claro, é que ele menciona o diário a Melissa.
Agora, vai ser uma caça ao tesouro!
Para mais
postagens de “Além do Tempo”, clique
aqui.
Visite, também, “Teledramaturgia
Brasileira” em nossa
página.

Comentários
Postar um comentário