Only Friends: Dream On – Act 2: Character Background
“Mind if I
join the friend group?”
Tenho
ressalvas e alguma incerteza de que eu me mantenho firme até o último episódio,
MAS eu estou curioso e envolvido com (parte d)a história o suficiente para
querer saber para onde ela vai… não na trama toda de “Romeo & Romeo”, que eu acho sinceramente uma péssima ideia e
ainda me faz revirar os olhos toda vez que é citada (e é citada bastante), mas
há uma complexidade que me interessa em todo o jogo que envolve Raffy, Rome e
Jack, por exemplo – e eu acho que a trama de Arnold e Tua ganha contornos
interessantes a partir de uma única reação durante a chegada de Boston no fim
do episódio. A chegada de Boston deve
movimentar “Only Friends: Dream On”. Infelizmente, tem um personagem
central da série com quem ainda não consegui me envolver…
Dean era
para ser icônico. Aquele personagem filho
da p*ta e p*ta que é interessante de se acompanhar, mas eu ainda não o vejo
assim. O vejo como se ele tentasse ser uma Rubi, mas sem a força e o magnetismo
dela. Não gostar do Dean pode me fazer não gostar de “Only Friends: Dream On” eventualmente, porque ele é o centro de
muita coisa… eu sei que o jogo constante com Jack e a toxicidade dele é proposital e faz parte da concepção do
personagem, mas talvez haja pouca camada nele ainda – é caricato e resumido
inteiramente em “Eu não gosto de perder”.
Ele não gosta necessariamente de Jack, mas ele não vai perdê-lo para ninguém…
não para alguém que pode ver “La La Land”
com ele, nem para o Raffy. E conhecendo a covardia da empresa em ser diferente, ele não vai perder…
As chances de Jack e Dean não ficarem juntos
são nulas.
Como já
comentei anteriormente: é essa previsibilidade que pode condenar a franquia.
Curiosamente, a previsibilidade é a base do clichê e o clichê pode ser a base
de muitas histórias de romance, mas é aí que está a questão: “Only Friends” não precisa ser um
romance e/ou um clichê e não deveria ser. Um foco excessivo na ideia de “shipp
fixo”, um mal da indústria, acaba engessando uma proposta que não precisava e
não deveria ser engessada… eu gostaria da incerteza de não saber se Dean vai
conseguir o que quer, se Jack vai ficar com ele, com Raffy ou com qualquer
outra pessoa, se o Tua vai conseguir ou não conquistar o Arnold, mas todo esse
mistério nos é negado, na verdade. O que podemos esperar é que o meio até o
final conhecido seja bom de acompanhar.
Gosto mais
da história de Raffy e Rome que da de Jack e Dean. Há um tesão inegável que os
leva a um sexo no carro – impossível não lembrar daquela cena icônica do
primeiro “Only Friends” –, mas uma
negação que antecede um envolvimento para além do sexo, e eu gosto disso. Gosto
das provocações na piscina ou na compra de uma nova mesa de DJ, e de como Raffy
é quase patético em seu desejo por Jack… e a trama se torna muito mais
interessante pelo fato de o Raffy estar transando com Rome, mas estar
apaixonado por Jack, enquanto o Jack é “meio-irmão” de Rome e eles não se dão
tão bem assim. A natureza da relação deles é revelada, inclusive, e não há
nenhum laço sanguíneo – e, agora, Jack vai atrás de Rome para pedir sua ajuda
com o som da peça.
O que quer
dizer que Rome e Raffy se verão muito mais.
E na
companhia de Jack.
Por fim, a
trama que ainda parece mais avulsa mesmo no segundo episódio é a de Arnold e
Tua – mas não posso negar que ela me empolga por mais de um motivo. Talvez eu
seja do tipo de pessoa que se apaixona por alguém como o Tua… ele está
completamente balançado por Arnold, fica desconcertado quando ele “faz uma
declaração” durante a audição para o papel de Romeo, que ele consegue, e os
dois compartilham bons momentos quando conversam sobre “O Exterminador do Futuro”, por exemplo. Tua tá caidinho de maneira
quase deprimente e Arnold não percebe isso… tanto que sua reação ao beijo
incentivado por Dean é difícil de
interpretar. Mas preciso dizer duas coisas: 1) a cara do Tua no “vídeo”
reagindo ao beijo diz muito; 2) o Boston aparentemente ser uma figura do
passado de Tua é uma boa promessa.
Vamos ver o
que vem por aí.
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