Fogo Ardente (Donde Hubo Fuego) – O curso de Poncho
“Cada
emergencia es una oportunidad de salvar a mi hermano”
Alfonso/Poncho
foi o primeiro a descobrir o grande
segredo de Ricardo Urzúa. Depois de passar 25 anos preso nos Estados
Unidos, acusado de ser “O Carniceiro de Reynosa”, Ricardo está de volta à
Cidade do México, disposto a retomar sua carreira, provar sua inocência e, quem
sabe, estabelecer uma relação com seu filho.
De maneira razoavelmente simples (convenhamos, talvez simples demais), Ricardo assumiu a posição de Primeiro Inspetor no
Corpo de Bombeiros Comandante Raúl Padilla Arellano, após a trágica e suspeita
morte de Artemio Román, e a estação se concretiza como o principal cenário de “Fogo Ardente”, conforme Poncho também
coloca em prática o seu plano de “tornar-se um bombeiro” para poder entender
mais da morte do irmão.
Do assassinato do irmão.
Enquanto
cada um busca seu próprio objetivo, “Fogo
Ardente” também se aventura a explorar um pouco mais da personalidade e da
história de outros personagens, como Julián Montoya, interpretado por Polo
Morín – também conhecido como “crush”
desde o seu papel em “Meu Coração é Teu”.
Confesso que, por mais que eu goste do Polo Morín, foi extremamente difícil
gostar de Julián em um primeiro momento… além de ele ser grosseiro com seus
companheiros de trabalho e um verdadeiro chato,
ele é profundamente irresponsável. Quando o alarme do Corpo de Bombeiros indica
uma emergência no dia da celebração do aniversário da estação, Gerardo tenta
impedi-lo de se juntar àquela missão porque “ele está bêbado”, mas Julián o
ignora…
E, então,
ele coloca em risco a vida de uma civil e de um dos seus companheiros.
Curiosamente,
esse pode ser um ponto de virada interessante para o personagem de Julián.
Depois de não ter conseguido agir como deveria em missão porque, sim, estava
bêbado, Julián se sente devidamente culpado pelo acidente que deixa Antonio
Pedraza no hospital durante meses… e,
lidando com essa culpa durante uma terapia, Julián nos apresenta a um trauma e
uma culpa de sua infância, quando ele tinha 8 anos de idade e os pais o
deixaram cuidando do irmão de 3, e então o irmão se afogou em uma piscina de
plástico no quintal. Essa é uma culpa que ele carrega consigo a vida toda, e o motivo pelo qual ele se
tornou bombeiro: cada emergência é uma oportunidade de “salvar o seu irmão”, de
“ser o herói, ao invés do responsável por sua morte”.
Naquele dia, no entanto, ele sente que
deixou o irmão morrer novamente.
F*da.
Também
conhecemos um pouquinho mais de Gerardo, o bombeiro por quem Fabio, o filho de
Glorita, é perdidamente apaixonado… estou ansiosíssimo para ver essa história se desenrolar, mas estou amando cada
pequena interação entre eles, porque eles compartilham algo muito bonito desde
já. Gosto da maneira como Fabio não é o único a procurar Gerardo, de como é
Gerardo quem lhe dá a ideia de comercializar
as coisas que ele faz de crochê porque “isso o ajuda a pensar”, e quando Fabio
leva essa ideia adiante, abrindo um site para vendas, ele pergunta se Gerardo
está disposto a ajudá-lo com a matemática… há um clima tão claro de flerte naquelas cenas, mas também é
notável que Gerardo ainda não está pronto para assumir sua sexualidade.
É um processo.
De volta a
Poncho, ele mostra para Olivia os jornais com as matérias sobre “O Carniceiro
de Reynosa” que encontrou no escritório do novo Primeiro Inspetor, mas Olivia
diz algo que parece sensato: apesar de tudo ser muito suspeito e preocupante,
Rodrigo não usou um nome falso, o que
quer dizer que ele não tinha medo de ser “pesquisado na internet” ou algo
assim… certo? De todo modo, Olivia acredita que é perigoso demais para Poncho se juntar ao Corpo de Bombeiros,
porque se Ricardo foi mesmo o homem que matou a sua mãe há 25 anos e,
recentemente, seu irmão, talvez seja melhor não estar tão ao seu alcance dessa
maneira… as recentes descobertas, no entanto, só fazem com que Poncho fique mais determinado ainda a se tornar
bombeiro.
E, assim,
ele começa o seu curso… um curso de 3 meses que é mostrado rapidamente em uma
edição que nos aproxima depressa ao ponto da narrativa em que “Fogo Ardente” começou, lá no primeiro
capítulo. São 3 meses nos quais Poncho treina exaustivamente, transa bastante
(de fato há bastante “fogo”) e tenta descobrir qualquer coisa a respeito de
Ricardo Urzúa… a tensão que existe entre Poncho e Ricardo é palpável: o
desprezo e o distanciamento proposital dele toda vez que Ricardo tenta se
aproximar! Ainda assim, Poncho consegue descobrir, em uma fala de Ricardo, que
“ele tem família no México” – o que ele não imagina, no entanto, é que a única
família que Ricardo tem é ele mesmo, seu
filho… e, agora, Poncho tem uma ideia de como descobrir mais a seu
respeito…
Indo para os Estados Unidos. Para McAllen.
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