The Beauty 1x07 – Beautiful Living Rooms

“Wow. I’d fuck you both”

Depois de dois episódios que eu considerei EXCELENTES de maneiras distintas, eu achei “Beautiful Living Rooms” inferior aos seus antecessores, embora também bom… finalmente temos um pouco mais de Cooper e Jordan, bem como toda a trama de Byron Forst tentando comprar o fim da investigação da droga criada em laboratório e os efeitos colaterais desta a partir da promessa de cura à progéria da filha de um dos “homens da lei” responsável pelas investigações, além de conhecermos um pouco da história do Assassino/Antonio e a vida que ele escolheu deixar para trás no momento em que foi “salvo” pelo bilionário que agora gosta mais de ser chamado de “Corporação” do que de seu nome original… é um episódio curioso e importante.

E de preparação para o futuro.

Cheguei a pensar que toda a trama da Família Williams seria algo paralelo, mas ver Byron Forst entrando na casa da família com promessas nos fez entender depressa que não era. Naturalmente, não há qualquer altruísmo no bilionário que o faria de fato “oferecer a droga para curar Joey e fazer aquela família feliz” ou qualquer coisa assim, e o Sr. Williams sabe disso – ele sabe que o que lhes está sendo oferecido é o mesmo que está sendo investigado por seus homens, a coisa que está matando pessoas… é interessante quando ele traz isso à tona, porque é exatamente o momento em que o Byron Forst sabe que ele não precisa mais fingir, embora toda a sua interação com a família Williams seja extremamente performática… mas, ao menos, ele pode ser mais direto…

Ele quer que as investigações sejam arquivadas e, em troca, ele salva a vida da filha deles. As reações são interessantes de se acompanhar, porque elas não são exatamente a mesma, embora eventualmente sejam conduzidas à mesma decisão. A esposa está convencida desde o primeiro minuto, ansiando por qualquer gota de esperança e de milagre; o marido lida com seus próprios princípios e se pergunta se ele deve ou não aceitar a proposta, até que ele também diz sim… a promessa de dinheiro, de cura da filha, de doses de The Beauty para toda a família. E, então, os dois se transformam em versões jovens e distintas deles mesmos e são levados para encontrar uma nova versão de Joey. Tudo tem um ar inusitadamente macabro, de alguma maneira.

O excesso de luz em corredores brancos e esterilizados intensifica isso.

Também acompanhamos a história de Antonio, que sempre trabalhou como segurança e como assassino, e que foi descartado pelo bilionário para o qual trabalhava depois de um ataque d’As Fúrias que deixou seu corpo 80% queimado. Esse foi o momento em que Byron o encontrou, falou sobre ele ter entregado sua lealdade à pessoa errada e lhe ofereceu a cura e uma nova vida. A transformação do antigo Antonio ao novo (o Anthony Ramos tem MESMO aquela bundinha linda, gente? Eu não sabia disso!), sem que o seu olho fique inteiramente curado (por isso ele é essa versão estadunidense de Catalina Creel), não o coloca em uma “nova vida” – acho que ela mais lhe dá a desculpa perfeita para ele ser quem ele sempre foi ou quem sempre quis ser…

Então, ele deixa todo o resto para trás.

Afinal de contas, a mudança é superficial… nada pode mudar uma alma.

Em paralelo, acompanhamos o plano de Cooper e Jordan de invadir o laboratório e conseguir informações sobre o vírus e, principalmente, como impedir que ele progrida. A sequência de invasão acaba se tornando uma sequência de ação quando a Corporação liga para Antonio para colocar ele e Jeremy no trabalho de capturar os agentes – e algumas coisas aqui me incomodaram. Não a luta entre Antonio e Cooper, porque estou adorando toda e qualquer cena de luta protagonizada pelo Evan Peters, o que tem feito com que eu fique cada vez mais apaixonado por ele (!), mas o fato de o Jeremy ter ganhado da Jordan tão facilmente… quer dizer, como foi dito antes: a mudança é superficial, e o Jeremy era um bostinha… é sério que ele ganharia de uma agente do FBI treinada com anos de prática?

Tentei deixar de lado esse meu incômodo, mas a verdade é que ele atrapalhou um pouco a minha experiência durante toda a reta final do episódio. Jordan é presa enquanto Manny morre na cama de hospital na qual estava, assassinado por Antonio na frente de Cooper, e a luta de Cooper e Antonio rende muito mais, até que Cooper precise “se render” quando Antonio fala sobre não ter vindo sozinho… nada importa mais para Cooper do que a segurança de Jordan – afinal de contas, é por ela que eles vieram àquele lugar para começo de conversa! Então, Jordan e Cooper terminam reféns de Antonio e Jeremy, em uma cena que traz bons momentos, como o Cooper dizendo que também ama a Jordan, em resposta ao que ela dissera mais cedo, e sorrisos que me dão a esperança de eles estarem justamente onde queriam estar.

Vamos ver o que teremos pela frente…

 

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