Além do Tempo – A punição a Ariel
Próximo a um humano.
Eu AMO o
Ariel, eu preciso dizer isso… mas também não dá para negar que ele está mesmo interferindo na vida das pessoas
desde o início da novela. Ariel é um anjo que faz muito mais do que a sua
função: ele quer juntar casais, proteger pessoas, anular qualquer perigo… ele
foi avisado, mais de uma vez, sobre como não deveria interferir tanto no
livre-arbítrio dos humanos, mas ele ignorou os avisos repetidamente, até o
momento em que recebeu uma punição por isso. Parte de seus poderes angelicais
lhe foram tirados, ele não tem mais as suas asas e agora ele se sente sozinho e
desolado, abandonado nesse plano e experimentando emoções humanas – quando ele
chora e percebe que suas lágrimas são salgadas, ele se sente um humano.
Se pudesse
voltar atrás, talvez ele não tivesse impedido a Condessa Vitória Castellini de
encontrar o seu filho… ou isso é o que ele diz para ele mesmo, mas não é
necessariamente verdade: ele fez o que fez sem pensar nas consequências porque ama esses humanos. Agora, ele está
tentando “consertar os seus erros”, e ele tenta levar o Bernardo até o casarão,
por exemplo, mas no fundo ele continua
interferindo… eu entendo a lógica dele, mas é irônico que para consertar
uma interferência ele pense que a resposta seja interferir mais – eu gosto dessa inocência dele. Emília fica furiosa ao descobrir o que o Sr. Ariel
fez e o expulsa de sua casa e o manda nunca ais voltar, mais ou menos como fez
com a própria filha… e ela parece muito a Condessa Vitória fazendo isso.
Felizmente,
isso não passa despercebido… gosto da amizade de Emília e Gema e como a Gema
está ali para dizer as verdades que a Emília não quer ouvir: ela chama a sua
atenção por tudo o que está fazendo e diz que ela está sendo egoísta e que não
quer que o Bernardo recupere a memória porque o quer guardar só para ela, e
inclusive coloca em dúvida a sua atitude em relação à Lívia, não só por a ter
expulsado recentemente, mas a ter mantido escondida durante toda a sua vida…
foi mesmo por amor? Ela poderia ter levado a Lívia para outro lugar e
recomeçado a vida longe de Campobello. Ela colocou sua mágoa, seu ressentimento
e seu ódio acima de tudo… até da própria filha. Então, Gema manda Emília pensar
em tudo o que odeia na Condessa…
Será que elas não são mais parecidas do que
ela quer admitir?
Para Emília,
ainda é muito difícil entender o que está acontecendo, e ela deixa que a sua vida
marcada pela amargura a impeça de enxergar com clareza, mas Lívia enxerga além
da mãe… ela realmente se afeiçoou à Condessa e ela teve motivo para isso, uma
vez que a Condessa sempre a tratou muito
bem. A Condessa diz à Lívia coisas que não diz a mais ninguém, quando
confessa em voz alta e para ela que sente por ela um carinho gratuito, por exemplo, ou quando diz que ela deve ter
feito algo bom na vida para que o Criador lhe conceda essa dádiva no fim de sua
vida… a dádiva de ter a Lívia ao seu lado. E ela chama a Lívia de “minha
menina”, às vezes até de “minha filha”. Vitória cometeu muitos erros, é
verdade, mas ela está evoluindo. Curioso para vê-la na próxima vida!
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