Peach Lover – Ep. 05

“Every time you’re inside me, I’m truly happy”

Foi diferente do que eu tinha imaginado… sempre gostei da série e sigo gostando muito, mas parte de mim sentiu que esse quinto episódio de “Peach Lover” ficou muito aquém do que ele prometeu – outra parte de mim acredita que é uma simples preparação para problemas maiores que enfrentaremos no clímax da série. Quer dizer, não é possível que todo o conflito de anos entre Po e seu pai tenha se resumido a uma cena de aproximadamente 10 minutos. Como eu comentei outras vezes, “Peach Lover” é mais do que eu imaginei que ela seria: os personagens têm a sua profundidade, seus segredos e traumas, e o episódio anterior me fez pensar que exploraríamos mais da dinâmica familiar de Po nesse episódio, quando curiosamente aquele foi mais rico que esse.

No episódio anterior, Po foi confrontado com o fato de que o seu pai estava muito doente e podia morrer a qualquer momento, então ele se perguntou se ele devia ir até lá ou ignorar o aviso, porque a verdade é que ele o odeia o suficiente para não ter vontade nenhuma de vê-lo… ainda assim, ele decide ir, e capangas do pai lhe dão pouca opção quando aparecem na sua casa e quase o levam como refém, embora ele decida ir por conta própria. O confronto de Po com o pai acontece em uma única cena que se prolonga com pausas exageradas e um pedido absurdo: o pai quer que ele se ordene para “pagar o seu karma”, e nem nesse momento ele deixa de ser a pessoa desprezível sobre quem pouco sabemos, mas cuja perversidade já nos foi apresentada antes.

É propositalmente incômodo o diálogo… a maneira como o pai diz que “nunca quis ser seu pai, de qualquer maneira, mas agora precisa dele”. Parte de Po esperava por algo que ele sabia que não viria: um pedido de desculpas por tudo o que ele fez com ele e com a mãe. Ele vai embora desapontado com o pai, que segue sendo o mesmo de antes, mas garantindo que ele não fará o que ele está pedindo, porque ele não se importa com ele o suficiente para isso. Po retorna para casa destruído emocionalmente, e como ele liga para Sasom para contar como foram as coisas antes de retornar, ele se depara com o Sasom esperando por ele na sua casa quando chega, ainda que ele estivesse em Singapura até pouco tempo… ele faz de tudo para voltar e estar ali.

Bem… como não se apaixonar?

A relação de Po e Sasom está trilhando um caminho que não acho que tenha sido planejado por nenhum deles… há essa preocupação constante, essa vontade da presença, esse apoio emocional que vai além do sexual – embora sexualmente eles se conectem de maneira tão linda e nos entreguem sequências sensuais de tirar o fôlego. Não é diferente nesse quinto episódio. Eu gosto muito de como é provocante a fala de Po sobre como “ele se sente feliz quando Sasom está dentro dele”, e como eles fazem sexo com paixão, com direito a constantes brincadeiras com a língua no mamilo alheio e uma aparente insaciedade de Po, que já coloca a mão sob o lençol e acaricia o peito de Sasom com a língua logo depois de eles terem terminado a primeira rodada.

É excitante e delicioso.

Po e Sasom estão em uma fase muito romântica de sua relação, que supostamente teria começado apenas por sexo quando Po se candidatou ao cargo de “Novo Peach” do “Peach Lover”. A narração do episódio, no entanto, sugere algo muito além do que estamos assistindo, algo que eu imagino que venha de mais tarde… a metáfora fala sobre a doçura do pêssego que, quando começa a estragar, se torna algo difícil de engolir – e sobre pêssegos que às vezes apodrecem de dentro para fora e não são visíveis inicialmente, tal qual acontece com relacionamentos que parecem perfeitos na superfície, mas escondem um amargor e um sofrimento. Ainda não vejo isso na relação de Po e Sasom… mas a série parece me contar que verei em breve.

 

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