Peach Lover – Ep. 8
“I want
some distance from you for a while”
Achei esse
episódio terrível em muitos sentidos… meu único elogio a ele é que não tivemos nada do casal secundário,
então poderia ser pior. Mas esse é um daqueles episódios que não é apenas “sem
graça” ou “enrolado”: ele é um episódio realmente ruim porque as coisas foram malfeitas, parecem desconexas ou
forçadas… durante metade do episódio, eu tive a sensação de que nada aconteceu, mas ele ainda se
encaixava na primeira categoria; depois, foi um show de desapontamento: a
conversa com a empregada sobre o pai é vazia, o retorno do Ton, o antigo Peach,
é pobre e descartada precocemente, e a separação no final é um drama forçado e
fraco pela falta de desenvolvimento.
É o
casamento do irmão de Sasom, e enquanto ele e Po estão dançando e sendo
românticos um com o outro como eles têm sido há muito tempo, Ton reaparece como
um fantasma do passado, quase
querendo marcar território, e o resultado disso é o Po chorando sozinho
enquanto Sasom tem uma conversa que não vemos com Ton e retorna, mais tarde,
dizendo que “ele foi embora e não vai mais incomodar”. É só isso: é uma trama
descartada da maneira mais superficial possível. Não há camadas, não há
discussões possíveis de tema. Fica pelo que Sasom dissera no episódio passado e
pelo que ele diz agora e não faria diferença nenhuma se não existisse, de tão
raso.
Mais tarde,
Sasom e Po conversam sobre uma questão levantada mais cedo durante a festa: o fato de eles não terem gravado ainda
nenhum vídeo. Sasom anuncia que “não quer gravar com ele” e, quando Po
pergunta o porquê, ele responde que “é porque ele gosta dele demais”. Aqui,
temos outra exibição de quão ruim pode ser um diálogo. Nenhuma tentativa de
aprofundamento anterior justifica a atitude de Po quando essa declaração de
Sasom o afasta e ele pede um mês para ter certeza de que “ele quer estar com o
Sasom e não com o Peach Lover” ou qualquer coisa assim… com a desculpa de que
está fazendo isso porque “não o quer machucar”.
Talvez o que
mais me incomode é a tentativa de nos convencer de que não é tão raso quanto é.
Uma narrativa assumidamente superficial incomoda menos do que uma que se leva a
sério e jura que é mais do que de fato é. O texto tenta forçar ideias que não
foram desenvolvidas a ponto de se tornarem críveis, e então parece desconexo
com tudo que veio antes essa partida de Po e essa separação de um mês que deixa
Sasom arrasado e chorando sozinho, pedindo que ele “não suma”. A julgar pela
prévia do próximo episódio, é uma tentativa desesperada do roteiro de dar mais
corpo ao futuro sequestro de Po, para que seja mais dramático quando Sasom o
salvar…
Não é um
episódio bom.
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