Sítio do Picapau Amarelo (2004) – O Rodeio: Parte 3



Os desafios da Iara…
O PESSOAL DO SÍTIO TEM QUE SALVAR A BRANCA FLOR ANTES QUE ELA VIRE UMA PÉROLA. Iara, vaidosa como ela só, ainda está furiosa com a Branca Flor, só pelo fato de ela ser muito bonita… e porque a Cuca ficou provocando a Mãe d’Água, dizendo que “Branca Flor estava espalhando por aí que era muito mais bonita que ela”. Essa vingança da Iara contra a Branca Flor (e o Polidoro tentando salvar a sua amada) é a maior parte de “O Rodeio”, a primeira história de 2004 no “Sítio do Picapau Amarelo”, mas ainda parte da 3ª temporada. Para se vingar, Iara conseguiu que o Pesadelo capturasse a pobre Branca Flor e a levasse até ela, e então ela a levou para o fundo do riacho, onde ela pretende transformá-la em uma pérola imensa, para quebrá-la em pedacinhos e fazer colares, pulseiras e brincos para enfeitá-la, alimentando ainda mais sua vaidade.
As crianças conseguiram descobrir o paradeiro da Branca Flor, depois de ela “ser sequestrada por um monstro”, prendendo a Cuca e usando uma tática que o Pedrinho já usara lá em 2001, em “O Saci”: a torturando com um insistente pingo de água bem no meio do seu focinho. E funciona: a Cuca fala onde está a Branca Flor, e todos correm rapidamente para o riacho, e Emília já tem tudo planejado para que eles não sejam enfeitiçados… Pedrinho, Zé Carijó e Polidoro colocam óculos escuros, para não virarem pedra com o olhar da Iara, e depois, quando ela vai começar a cantar, ela pede que eles encham os ouvidos de cera de abelha, mas Polidoro não tem tempo o suficiente para fazer isso, então ele é enfeitiçado pela sereia, e teria sido levado para o fundo do riacho também como seu prisioneiro, se não fosse a Emília o salvando com a varinha de condão da Cuca.
Cuca não está nada feliz por estar sem sua varinha, e quer recuperá-la de todo modo… a solução parece cair do céu quando dois idiotas, dessa vez Wilbert Adams e Juca Branco, acabam chegando por acaso à sua caverna. Primeiro, ela os engana, se fazendo passar por Branca Flor, para que os bocós a soltem, e então eles se tornam seus prisioneiros, prestes a virarem jantar e sobremesa de jacaroa. Mas Wilbert Adams também sabe ser astuto, e então ele propõe um acordo para salvá-lo de ser comido pela bruxa: ele pode ajudá-la a recuperar a sua varinha. Então, Cuca e Wilbert fazem um PACTO (macabro!), e agora Wilbert tem tudo o que queria… como dinheiro para se tornar milionário e comprar um carro caríssimo, mas isso também quer dizer que ele é um escravo da Cuca, e ele nem faz ideia de onde ele se meteu agora…
Emília e a turminha, enquanto isso, descem para o fundo do riacho usando a ajuda da varinha da Cuca, o que eu não entendi muito bem: eles nunca tiveram problema algum para ir para o fundo do riacho! Eles viviam visitando o Reino das Águas Claras! De todo modo, Emília, Pedrinho, Zé Carijó e Polidoro chegam ao fundo do riacho em busca da Branca Flor e, furiosa, Iara os encontra remexendo as coisas na sua casa. Emília a ameaça com a varinha da Cuca, exigindo que ela solte a amiga deles, mas Iara tenta negociar… e ela é bem ardilosa em seus desafios. Primeiro, ela desafia o Polidoro a um duelo com o tritão, e Emília a faz prometer que, se o Polidoro ganhar, ela deixará eles irem embora levando a Branca Flor, mas embora a Iara prometa, não se pode confiar nela… Polidoro enfrenta o tritão em um ringue embaixo d’água, e acaba ganhando!
Mas é claro que a Iara inventa uma série de empecilhos… acontece que, mesmo depois da vitória do Polidoro, o tritão voltou a se levantar, e Pedrinho o ajudou com uma bodocada. Então, Iara diz que o duelo não valeu porque “o menino ajudou o Polidoro”, mas Emília intervém, dizendo que o duelo já tinha acabado e que quem trapaceou foi o tritão… vendo que não tem escapatória, Iara muda de estratégia, e tenta convencer o Polidoro a ficar ali com ela, apenas porque quer provar para si mesma que é mais bonita que a Branca Flor, fazendo o Polidoro abrir mão da outra para escolhê-la. Mas é claro que o Polidoro não aceita o acordo, e então Iara diz que entregará a Branca Flor para eles, mas, antes, eles precisam acertar em qual das conchas ela está escondida: a concha normal, a concha de ferro ou a concha de ouro… e eles não conseguem chegar a um acordo.
Mas Emília acerta a concha.
Então, parece que tudo vai ficar bem… Branca Flor foi liberada de seu cativeiro, e eles podem ir embora, mas a Mãe d’Água abana a cauda ferozmente, causando um maremoto e uma “onda gigante” que joga quase todo o grupo para fora do riacho… quase todo o grupo, menos a própria Branca Flor. Dessa vez, para devolver a Branca Flor, Iara propõe um TORNEIO, e Polidoro aceita o desafio – dessa vez, no entanto, ele quer que o torneio seja nas suas condições. Primeiro, ele quer que seja na superfície e, depois, ele escolhe qual é o desafio: uma corrida de cavalos com obstáculos. Iara não pode competir, porque não entende nada disso, por isso ela precisa de um campeão para representá-la, e ela pede a ajuda de Cuca nisso – então, já sabemos quem a Cuca vai colocar no torneio: o Wilbert Adams, seu escravo desde o pacto de sangue, afinal.
Mas Wilbert morre de medo de competir com o Polidoro!


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