Doctor Who (7ª Temporada, 1970) – Arco 054: Inferno, Parte 2

Fim do mundo.

Nos dois primeiros episódios de “Inferno”, o último arco da 7ª Temporada de “Doctor Who”, o Doctor enfrentou um grupo de pesquisadores gananciosos que, em busca de energia infinita, estão perfurando a Terra de maneira perigosa – e podem liberar algo que não poderão conter e pode resultar na destruição de todo o planeta. Antes que ele pudesse convencer alguém a ouvir os seus avisos, no entanto, ele acabou indo parar em outro universo usando o controle da TARDIS, e agora ele está em uma realidade paralela onde as coisas são parecidas com o que ele enfrentava em sua realidade de origem, mas um pouco mais perigosas e um pouco mais avançadas… é como se ele pudesse ver em primeira mão todas as consequências de não impedir que a perfuração siga.

Particularmente, eu gosto muito de histórias com realidades alternativas, e aqui o Doctor demora alguns minutos para perceber o que está acontecendo… recebido com armas apontadas para ele e pessoas o perseguindo, a primeira coisa que ele faz é correr – entender pode ficar para mais tarde. É só quando ele encontra a Liz Shaw daquela realidade que ele começa a perceber a intensa estranheza das coisas. Ele não sabe por que ela está vestida daquela maneira, muito menos por que ela parece não o reconhecer… naquela realidade, Elizabeth Shaw não é uma cientista, mas uma Líder de Setor, que responde ao Líder de Brigada Lethbridge-Stewart, um homem duro que usa um tapa-olho e que se recusa a acreditar nas histórias do Doctor…

Acusado de espionagem e sendo interrogado sobre como entrou naquela base, o Doctor entende que a TARDIS o levou a uma realidade paralela, e ele se apresenta como Doctor John Smith, mas sua história de “ter vindo de outro universo” não parece verdade… o Líder de Brigada acredita que ele está tentando fazer com que eles acreditem que ele está louco e, portanto, o deixem em paz… mas ele passa por um interrogatório intenso e torturante enquanto a UNIT daquela realidade tenta descobrir quem ele é, para quem trabalha e o que está fazendo ali. Quando Liz tenta uma nova abordagem, ele lhe diz que já respondeu às suas perguntas e já contou-lhes toda a verdade… se eles não acreditam ou aceitam sua história, é um problema deles.

É triste, se pensarmos bem, porque o Doctor está ali mais sozinho do que nunca. Ainda que ele estivesse conseguindo fazer muito pouco em seu universo de origem contra um Stahlman irredutível, ele ainda tinha Liz Shaw ao seu lado e, quiçá, podia esperar algum apoio do Brigadeiro. Ali, ele não tem ninguém, a não ser um companheiro de encarceramento que se transformou em uma daquelas perigosas criaturas verdes… em seu próprio universo, Liz está se preocupando de verdade com o seu sumiço, enquanto Lethbridge-Stewart é mais frio e prático. Nas duas realidades, Stahlman se recusa a parar a perfuração, não importa o quão perigoso seja e que todos estejam lhe dizendo isso… em uma delas, no entanto, o fim é mais iminente.

Mais avançada do que a sua realidade de origem, a aceleração da perfuração na realidade em que o Doctor está atualmente chega ao ponto de penetração zero e, com a liberação da energia, a base se torna um caos e o planeta está correndo perigo… curiosamente, algumas pessoas buscam o Doctor procurando ideias de como selar o poço, mas o Doctor explica que já é tarde demais… eles já liberaram a energia que consumirá o planeta em gases quentes e tóxicos, como aconteceu há milhões de anos. Eles têm algumas semanas de vida, talvez apenas alguns dias, mas aquele mundo está condenado. Sua única esperança é retornar ao seu próprio universo a tempo de impedir que o mesmo aconteça lá: ele pode salvar aquela versão da Terra e dos seus amigos…

Para isso, ele precisa encontrar uma maneira de retornar.

O mais rápido possível.

 

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