[Series Finale] Lanterns 1x08 – Dirt and Stars
“Don’t be afraid to be afraid”
UM NOVO LANTERNA VERDE PARA A
TERRA. Exibido originalmente em 04 de outubro de 2026, “Dirt and Stars” é o oitavo e último episódio de “Lanterns”, preenchendo lacunas que remontam
à relação de Hal Jordan e Kerry Kane desde o ataque comandado por Zoe em 2016 e
a morte de Hal em 2026, com algumas surpresas interessantes e boas definições
para como estarão os personagens quando os reencontrarmos em filmes do DCU no
futuro. Esse é, provavelmente, o melhor episódio da temporada, mas confesso que
ele termina justamente no momento em que eu
queria ver mais – o que, é claro, é proposital e eu tenho consciência
disso.
Estabelecer um romance entre
Kerry e Hal não é a coisa mais fácil em Rushville… afinal de contas, todos
detestam Hal Jordan por ali, e não fazem questão alguma de esconder isso.
Quando os dois vão juntos a um restaurante depois de algumas semanas saindo
“escondidos”, todos o encaram descaradamente com desprezo no olhar, e é fofo o
Hal dizendo a Kerry que ela levou anos
para ganhar o respeito dessas pessoas e ele não quer que ela o perca por sua
causa. Quase parece que as coisas vão ficar “bem” depois de um discurso de
Kerry, mas a casa de Hal é atacada naquela noite e Hal teria morrido queimado
se ele não tivesse sido resgatado a tempo…
E curado. Tal qual John Stewart foi curado.
EXATAMENTE como John Stewart foi curado.
O que quer dizer que EXISTE MAIS
UM CAÇADOR CÓSMICO EM RUSHVILLE. Eu gostei bastante da reviravolta, gostei de
descobrir que Noah (!), o filho de Kerry, é um Caçador Cósmico – e quando foi
curado por ele, Hal Jordan descobriu sua identidade. Agora, John Stewart fica
sabendo de toda a história a partir de Sinestro, o responsável por forjar uma Lanterna para o Noah. Uma
Lanterna que ele entrega agora para John e que é diferente das “oficiais” dos
Guardiões: essa tem linhas amarelas, representando que o medo não deve
necessariamente ser temido, que o medo não é tão debilitador como os demais Lanternas Verdes gostam de dizer.
Nesse momento, Sinestro brinca com John e com Hal… é perverso.
Ele desafia John a recarregar o anel usando a Lanterna desconhecida, sabendo
que isso resultará no sumiço definitivo desse Hal, e ele também diz a Hal que
ele pode trazê-lo de volta à vida de verdade se ele estiver com o seu anel.
Nenhum dos dois lhe dá atenção, e então eles partem daquele planeta, deixando
Sinestro para trás, mas levando com eles a Lanterna forjada por ele – e, agora,
John precisa pensar no que ele vai fazer em relação a Noah. Ele não precisa procurá-lo, porque o próprio Noah o
encontra, lhe toma o seu anel e os dois têm uma conversa interessante e
reveladora dentro do carro.
E é uma das melhores cenas do
episódio!
Noah é muito franco e muito
humano – apesar de ser um Caçador Cósmico, e eu gosto dessa subversão, dessa
negação de pré-conceitos. Noah diz a John que ele não colocou fogo na casa de
Hal, que ele só viu a fumaça e entrou para ajudar… ele confiou em Hal, contou
quem ele era e só queria que o Hal tivesse “deixado para lá”, mas ele o seguiu,
encontrou o portal, viu o que tinha dentro… e ele diz que não podia correr o
risco de Hal Jordan contar à mãe o que vira, então ele o matou, e agora ele
confessa a John. Aqui, ele chora, e quase nos perguntamos se aquele garoto que
vemos sentado ao lado de John no carro realmente bate com o garoto que
supostamente fez isso.
Ele mesmo se pergunta se é capaz
de superar a própria “programação”.
A cena é forte, Noah fala sobre
como é barulhento dentro de sua mente, e então ele retira o anel. Essa cena é
sobre ESCOLHAS. O próprio Noah fala sobre tudo o que ele podia fazer e ser, e
agora ele está escolhendo não fazer nada
disso – e ele pede que John o mate naquela noite, mas pede que ele lhe
deixe jogar uma última partida com os seus amigos antes. Que ele lhe mate por
misericórdia como fizera com sua avó. É forte, é emotivo, é triste e é
paradoxal. Quando é deixado sozinho, John Stewart chama por Hal Jordan, na
esperança de que ele ainda esteja ali e que ele estivesse escutando tudo até
então. Ele não sabe o que fazer e ele
precisa dele.
John eventualmente se dá conta da
verdade: não foi Noah quem matou Hal, foi Kerry. E ela fez isso para proteger o filho. Kerry engravidou de Noah
quando Zoe disse que podia “fazer seu dedo cortado crescer de novo”. Ali,
alguma coisa aconteceu, e é por isso que Noah também é um Caçador Cósmico.
Ainda assim, Kerry passou a vida acreditando que, se ela “o criasse do jeito
certo”, ele não seria um assassino. Quando Hal lhe disse que sabia de tudo, no entanto, ela se
desesperou. Ela não queria fugir da cidade, não queria ir para outro planeta,
não queria que mais pessoas soubessem de Noah, e conforme as coisas escalavam,
também o desespero de Kerry…
Até que ela atira em Hal.
Enquanto assistem ao que pode ser
o último jogo de Noah, John pergunta a Kerry por que ela ligou para ele para falar de Hal… por que ela queria
ali a pessoa que podia descobrir a mesma coisa que o Hal descobrira e que podia
descobrir que ela o matara, e na verdade Kerry secretamente teme estar criando um monstro – ela quer
ter certeza de que não é o caso. John lhe diz seu veredito: “Ele quer ser bom”. John fala que Noah
tinha um anel e uma lanterna e ele os entregou, mesmo ele sendo mais poderoso
do que eles imaginam. E ele confessou ter matado Hal Jordan, ainda que não o
tivesse feito, apenas para salvar a mãe… isso
não é sua programação; isso é amor.
“Você o criou bem”
John conta para Kerry que Noah
pediu que ele o matasse naquela noite, porque ele tem medo de quem pode se
tornar, mas também diz que ele não fará isso. Ele é capaz de amar e de ir além
de sua programação, e ele escolheu
ser bom… mas meio que cabe a Kerry ficar de olho e seguir o guiando, como
sempre fizera. Agora, a história de John Stewart está finalmente encerrada em
Rushville, e ele conversa com Guy Gardner antes de partir, e eu adoro como ele coloca banca ali, porque a verdade é que
Guy é tão patético que parece inventado. John anuncia que ele pode seguir sendo
o Lanterna Verde do Setor, mas não da Terra… a Terra é dele.
Depois de toda a conclusão, o Hal
do anel ressurge uma última vez. Ele esteve por ali, mas ele não achou que o
John precisasse dele – e ele confessa
que acredita que John será melhor nesse trabalho do que ele jamais foi, ele está pronto e o anel fica bem nele. Eu
amo a relação que John e esse Hal construíram, muito mais intensa, verdadeira e
bonita em muito menos tempo, e é bonito que John protele um pouco a recarga do
anel para ter mais um tempo com Hal… também amo que o roteiro guie os dois para
uma oportunidade de dizer um “Eu te amo”,
ainda que inusitado, ao qual aquele Hal responde com sinceridade: “Eu também te amo, Júnior”.
E Hal o instiga a criar seu próprio juramento… e John o
faz.
E QUE CENA MARAVILHOSA DO
JURAMENTO E DA RECARGA DO ANEL.
Final eletrizante! Amei.
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