Glee 5x17 – Opening Night
“Who are you now?”
A ESTREIA DE
RACHEL BERRY COMO FANNY BRICE EM “FUNNY
GIRL”. Exibido originalmente em 22 de abril de 2014, “Opening Night” é o décimo sétimo episódio da quinta
temporada de “Glee”, e eu gosto muito
mais desse episódio do que dos dois anteriores… não que seja um grande clássico
da série nem nada – e é impossível ver esse episódio e não pensar em como “Smash” fez bem em abordar os bastidores
da estreia de um espetáculo da Broadway e, novamente, eu fiquei morrendo de vontade de rever a série,
embora eu já tenha visto “Smash” três
vezes –, mas ao menos foi um episódio divertido, de boas músicas e nenhum
personagem me deixou particularmente irritado, o que é mais do que se pode
dizer de alguns episódios da temporada.
Com a noite
de estreia de “Funny Girl” se
aproximando, Rachel Berry está curiosamente em
pânico… não é de seu feitio, já que ela se acha melhor do que todo mundo,
mas a pressão das críticas negativas não lhe sai da cabeça – e é assim que ela
enfrenta um pesadelo que abre o episódio de maneira divertida ao som de “Lovefool”: ambientado no auditório do
McKingley High, Rachel se vê usando um figurino da Rachel da primeira temporada da série e
enfrentando personagens que passaram pela sua vida de colegial para
atormentá-la, e eu gosto bastante de como toda a cena foi construída, em parte
também por causa do gostinho gostoso de nostalgia graças ao Kurt e à Tina, por
exemplo, usando figurinos marcantes dos personagens no início da série!
Revisitamos
brevemente o McKingley High enquanto Will Schuester se prepara para ir até Nova
York para assistir à estreia de uma de suas ex-alunas na Broadway, e ele tem
uma passagem de avião “sobrando” já que Emma está quase entrando em trabalho de
parto e, portanto, não poderá acompanhá-lo, e Sue Sylvester resolve ir com ele,
o que nos entrega um dueto interessante dos dois: “N.Y.C.”, de “Annie”,
ganha uma cena musical bonita que começa em um globo de neve, continua em um
palco de maneira bastante teatral e visualmente bonita e termina com a dupla
chegando à cidade de Nova York… quando eles se deparam com um quarto de hotel
com uma única cama de casal, no entanto, Sue abandona o Will e vai para o
apartamento de Rachel e Kurt.
O que, é
claro, é péssimo.
Quer dizer,
Rachel já não está se sentindo bem… eu tenho várias críticas à Rachel, como
comentei nos últimos textos, e eu acho que ela tem mesmo um problema de
estrelismo e a incapacidade de aceitar críticas que tendem a torná-la
insuportável, mas os comentários na internet não refletem a realidade: apesar
de todos seus problemas de personalidade e de ela precisar de uns choques de
realidade, ela tem talento, e os comentários são apenas hate gratuito. O Kurt está certo em desconectá-la do mundo exterior
até a noite da estreia e protegê-la em uma “bolha de amor” ali no apartamento,
embora a chegada de Tina comece a colocar tudo em risco – eu dei boas risadas
com todo o texto de Tina aqui! –, e a chegada de Sue é a cereja do bolo.
Inclusive,
isso tudo nos traz de volta uma personagem de quem já estávamos morrendo de
saudade, por sua ausência desde a mudança oficial da série para Nova York:
SANTANA LOPEZ! Se ninguém consegue tirar a Rachel da cama, especialmente depois
de ela conseguir acesso à internet e se afundar em críticas pesadas, talvez a
Santana consiga? E eu adoro como a Santana consegue, e à sua maneira! Ela é
dura, mas a sinceridade sempre foi a sua marca, e é genial que ela encontre
críticas maldosas publicadas em 1964 à Barbra Streisand para mostrar que esse tipo de comentário sempre existiu…
e ela tem certeza de que Rachel vai arrasar naquele palco e vai encantar todo
mundo no teatro. E o faz – a não ser, talvez, a própria Sue e outro cara que
sai durante o show, Mario.
Com quem Sue dorme no apartamento deles, por
sinal.
A estreia de
Rachel Berry é marcada pela emoção. Temos duas músicas de “Funny Girl” sendo interpretadas, e nenhuma delas é “Don’t Rain on My Parade”, pelo bem da
não repetição. Temos, primeiro, “I’m the
Greatest Star”, que é o momento em que Sue e Mario saem e Rachel fica
levemente balançada e com medo de que isso interfira na opinião do crítico do
New York Times, sentado ao lado de Sue… mas ela se sai bem no primeiro ato, é
elogiada e lembrada de que ela precisa
arrasar no segundo ato: os críticos se lembram do início e do fim, e ela
precisa impactar para que eles deixem o teatro com esse sentimento de fascínio,
e é o que ela faz entregando toda a sua própria emoção a Fanny durante “Who Are You Now?”, música que a faz
pensar em Finn…
Depois de
uma estreia que parece ter sido boa e sem querer ir para uma festa do elenco na
qual todo mundo só vai ficar falando da
peça enquanto esperam pela publicação da importante crítica no New York Times,
que definirá o sucesso ou o fracasso da montagem, Rachel escolhe sair com os
amigos para algum outro lugar… e elas terminam em um bar possivelmente LGBTQIA+
que, devo dizer, está cheio de homens gostosos seminus e, portanto, é um lugar
no qual eu meio que gostaria de estar. Gosto do reconhecimento de Rachel aqui,
gosto de como ela se solta cantando “Pumpin
Blood” com Mercedes e Santana, e de como todos compartilham um momento bom
e descontraído que os ajuda a tirar a mente da crítica – e dá a Rachel forças
para enfrentar a Sue na manhã seguinte.
Inclusive,
uma delícia ver a Rachel enfrentando a Sue…
E a Santana reconhecendo que ela arrasou.
Agradar a
crítica do New York Times é essencial, e é lindo ver que Rachel Berry não está
sozinha quando ela vai à banca na manhã seguinte para comprar o jornal, todos
ainda com as roupas da noite anterior porque… bem, ninguém conseguiu dormir
ainda! E como ela está nervosa demais para ler, os amigos leem por ela,
começando pela Santana, que é sempre MARAVILHOSA e que não tem problemas em
entregar más notícias se precisar – mas a crítica só rasga elogios à Rachel, e
embora seja a confirmação de que “tudo sempre dá certo para a Rachel”, é um
momento fofo e emocionante… gosto da relação de todos ali! E gosto de como o
Will chega a “participar”, de alguma maneira, com um telefonema para perguntar
sobre a estreia e para contar que seu
filho nasceu.
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