Chiquititas Brasil (2ª Temporada, 1998) – A primeira vez que a Marian tentou matar a Mili
A rosa amarela.
A
perversidade de Marian tem limites? Aparentemente,
não. Marian ainda é uma presença ocasional em “Chiquititas”, e mesmo antes de se tornar uma moradora fixa do
Orfanato Raio de Luz, ela já causou tantos problemas e tantas brigas em uma
casa outrora razoavelmente tranquila.
Ela aparece, espalha o caos, tenta matar uma pessoa ou outra, desaparece quando
as coisas estão ficando feias e espera o momento ideal para retornar… é um
ciclo. Além de causar constantes brigas entre os meninos e as meninas, Marian
quase matou a Maria na última vez em que esteve no orfanato, colocando fogo no
carro alegórico dentro do qual Maria estava dormindo… agora, no entanto, Marian
tem um novo alvo que atormentará sem parar: Mili.
O ódio de
Marian às meninas do Raio de Luz é gratuito: a aversão já estava lá antes mesmo
de ela as conhecer, então não é realmente culpa das meninas que elas não gostem
de Marian – e quando elas chegaram a se questionar se estavam sendo duras
demais sem motivo, Marian chamou a Mili de “palhaça” só porque ela colocou todo
mundo para dançar samba e tirou a atenção que estava voltada exclusivamente
para ela… o problema é que, além de má, Marian é astuta e dissimulada: ela sabe exatamente como manipular algumas
pessoas. Os meninos já caíram em seus encantos há muito tempo, e ela
conquistou o apoio de Carolina com uma história triste sobre as coisas que
supostamente sofreu no passado (mas também sabemos que ela é uma mentirosa
nata).
Marian
retorna, agora, aparentemente toda machucada: o olho roxo, rosto machucado,
mancando… e, na ausência de Carolina, as crianças a acolhem e escutam sua
história sobre como ela apanhou de um cara que queria que ela pedisse esmola na
rua – é algo que poderia ter acontecido de verdade, mas não aconteceu… sozinha,
Marian anda normalmente e se regozija por ter feito todo mundo de idiota com
tanta facilidade: agora, ela só precisa manter a história, cuidar da maquiagem
dos “machucados” e se fazer de vítima para que ninguém ouse tirá-la de lá. E,
enquanto está supostamente de repouso, ela silenciosamente tenta sabotar
pequenas coisas como o bolo que as meninas estão fazendo para um café da Bia com
o Dr. Ferrashi e a esposa.
Aqui e ali,
Marian é impedida… ela não consegue mexer na temperatura do forno porque é
flagrada na cozinha e pareceria suspeito, e Mili pega a tempo o rato que a
Marian solta para atrapalhar o café, mas esse talvez seja o momento em que
Marian declara guerra a Mili de uma vez por todas – e, daqui para a frente,
Mili vai sofrer nas mãos dessa vilã mirim! Sabendo como o sótão/Ateliê de Arte
é importante para a Mili, o primeiro ataque de Marian vai ser a ele… com prazer
escancarado, ela manda de tinta a agenda que Mili ganhara de presente de JP e
rasga o quadro que ela pintara de sua rosa amarela, e tem a dissimulação de
sugerir que tenha sido o vento. Depois, ela vai além, e parece que ela estava disposta a matar a Mili se seu plano desse certo…
Marian
arquiteta tudo: ela sobe ao telhado pelo sótão e solta uma calha, e depois joga a rosa amarela de Mili, que ela sabe
que é importante para a garota e que ela fará de tudo para recuperar, no
telhado – o plano é que Mili tente recuperá-la e, ao fazer isso, se apoie na
calha que está solta e, portanto, não a sustentará. Mili só não sofre um grave
acidente ali porque Miguel salva a vida de sua filha… ele quer se manter
escondido, mas ele não pode deixar que Mili se machuque, então ele pede que
Mili tome cuidado porque “a calha está solta”. Todo o incidente no telhado faz
com que as outras garotas novamente fiquem contra a Marian, porque é claro que
foi ela, e Pata diz umas boas e merecidas verdades a ela… infelizmente, no
entanto, isso faz com que Marian consiga bancar
a vítima.
E o Júlio
defendendo a Marian se torna um personagem insuportável!
Mili, no
entanto, escolhe acreditar em Marian quando ela diz que “foi um acidente”, até
porque ela tem outras coisas com que se preocupar… ela está pensando no homem
que vira do telhado, que também vive em algum lugar escondido de sua mente como
uma memória tentando vir à tona, e que Maria desenhara. Mili tenta conseguir
com Maria uma informação que seja, mas Maria se mantém fiel ao pedido que Miguel
fizera de não contar nada. Isso, no
entanto, faz com que ela se sinta culpada: afinal de contas, esconder isso da
Carmem, que é má, tudo bem, mas ela não gosta de mentir para a Mili, e ela
chora sentida de verdade por ter feito isso. Então, ela pergunta ao Miguel se
pode contar a verdade para a Mili, mas ele pede que ainda seja um segredo…
Sem
conseguir nenhuma informação diretamente com a Maria, Mili está tentando
descobrir sozinha quem pode ser o homem que a ajudou quando a Marian armou para
que ela caísse do telhado em busca de sua rosa amarela. A memória do homem
mascarado e o desenho feito por Maria intrigam a Mili, e ela busca alguma
informação sobre a máscara que vira em um livro sobre tribos amazônicas – e consegue descobrir uma máscara que se parece
muito com a que Maria desenhara ou que ela mesma vira. Ela não sabe o que isso tudo significa, no entanto. Gosto de ver os
caminhos do destino conduzido Mili até o Miguel, e é bom que ela tenha um anjo
da guarda pendente dela, porque a Marian ainda vai causar muitos, muitos
problemas para a Mili!
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