Glee 5x18 – Back-up Plan

Pois então…

Reassistindo à quinta temporada de “Glee” agora, eu percebo que a considerei “assistível” até uma altura considerável… sabendo do desastre vindouro e tendo ajustado minhas expectativas, eu consegui ter uma experiência muito mais tranquila nessa minha revisita durante a maior parte do tempo – mas episódios como “Back-up Plan” fazem com que eu me lembre de por que eu detesto tanto essa temporada e por que eu a apaguei completamente quase que completamente da minha memória: não é só ruim, é irritante. Então embora tenhamos alguns episódios dos quais eu gostei genuinamente e outros que me divertiram apesar de ressalvas, sinto que quando a coisa fica ruim, ela fica ruim de verdade… basicamente, não há o que salvar aqui.

NEM AS MÚSICAS! Embora eu ame “Story of My Life” na versão original.

Eu acho a personagem de Rachel Berry mal escrita, e eu acho que a Rachel da primeira temporada concordaria comigo. Houve uma confusão em sua personalidade, e agora ela é mesmo essa “jovem ambiciosa e irresponsável” que o Mr. Greene disse com toda a razão, mas a sua impulsividade e imaturidade inicial serviam ao propósito de seus sonhos: ela era capaz de tudo pelo que queria. Agora, Rachel abandonou NYADA depois de tudo o que passou para entrar nessa faculdade, e está colocando em risco a sua carreira na Broadway no primeiro mês de apresentações como Fanny Brice em “Funny Girl”, que sempre foi o seu papel dos sonhos! E eu lamento que “o poder do protagonismo” a blinde de sofrer, de fato, consequências pelos seus atos.

Fazendo sucesso em “Funny Girl”, Rachel recebe um convite de um produtor da Fox para fazer teste para uma série que eles estão produzindo, mas ela tem que estar em Los Angeles na próxima terça para a audição – e ela mente para o Sr. Greene que está doente ao invés de dizer a verdade, e coloca toda a produção em perigo quando a substituta sofre um acidente e ela finge que pode chegar a tempo, mas não pode… Santana é quem “salva o dia”, porque esteve algum tempo no elenco de “Funny Girl”, mas Rachel tem uma reunião importante com o Sr. Greene no dia seguinte no qual algumas verdades lhe são ditas, e ela precisava daquele choque de realidade: ela não é uma estrela da Broadway, o decepcionou e foi irresponsável e imatura.

Rachel não está demitida, não ainda… de certa forma, ela é a alma do show. Mas a produção não passará por isso novamente: se ela fizer algo desse modo novamente, ela não apenas será demitida, como será processada por quebra de contrato e ela nunca mais terá uma carreira na Broadway… e não é uma atitude vingativa do Sr. Greene nem nada, é apenas a RAZÃO e o modo como o mundo do trabalho funciona. Ele não disse nada de errado ali, e por isso eu não tive pena de Rachel quando ela sai do escritório chorando, talvez pela primeira vez sem ter o que responder… infelizmente, o impacto desse choque de realidade é diminuído quando ela recebe uma ligação do produtor da Fox dizendo que ela não passou no teste para aquela série, mas “querem produzir um show ao redor dela”.

Em paralelo, Mercedes está tentando finalizar o seu álbum, mas o estúdio diz que “não tem nenhuma música que pareça um single”, então ela tem que recalcular a rota – e, de quebra, talvez ela consiga ajudar a Santana. As duas cantam “Doo Wop (That Thing)” fora do estúdio enquanto testam um som novo e gosta do resultado, e Mercedes acaba comprando uma briga com o seu produtor para que a faixa inclua a Santana, o que é muito legal de sua parte… e em uma coisa ela tem razão: as duas sempre arrasaram nas poucas vezes em que cantaram juntas no glee club. Santana tem consciência de que ela não é essa mesma amiga e acha que talvez não mereça esse gesto, mas Mercedes insiste… talvez seja por isso, também, que Santana resolva ajudar a Rachel com “Funny Girl”.

Por fim, temos toda a trama de June Dolloway, uma socialite a quem Kurt está empolgado para se apresentar, mas ela se encanta mesmo por Blaine, e está disposta a investir nele e torná-lo seu mais novo produto… então, Blaine passa horas por dia com ela, sob a aprovação e um pouquinho de inveja de Kurt, porque foi o Kurt quem começou tudo e ele sabe que essa é uma grande chance que Blaine não pode desperdiçar: todo mundo que June conhece é rico e famoso… June não gosta de Kurt, no entanto, a ponto de sugerir que Blaine termine com ele, mas quando Kurt começa a fazer perguntas de como estão as coisas, Blaine mente para ele que ele e June estão pensando em qual vai ser o seu papel no show de uma noite que eles estão montando…

Os planos de June não incluem o Kurt, obviamente.

É infantil de Blaine mentir nesse caso, porque a frustração será maior ainda!

 

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