MÔNICA (2026) #5 – Doramônica

Ficção x vida real.

MÔNICA FÃ DE DORAMAS! Publicado originalmente em junho de 2026, “DORAMÔNICA” é o título da história principal da Edição #5 da 4ª Série da “Mônica” pela Panini, e Mônica está empolgadíssima com doramas que ela assiste sem parar, e desejando poder presenciar um na vida real… assim, quando ela vê o Zé Luis todo apaixonadinho por uma colega, ela acha que é a sua obrigação ajudá-lo, colocando em prática tudo o que ela vê acontecer nos doramas, mas que funcionam muito melhor nos doramas do que fora da ficção… e as confusões são uma delícia!

Ela começa com um tradicional guarda-chuva amarelo, embora seja apenas o guarda-chuva preto do Cascão pintado de amarelo, com a tinta escorrendo embaixo da chuva, e depois passa pela ideia de amarrar o cadarço, o que faz o Zé Luis desmaiar pelo chulé da amada, ou ser atropelado pelo Monicão, mas a garota fica mais preocupada com o Monicão do que com ele. Então, a Mônica tenta uma série de clichês: casaco sobre os ombros, amnésia, ver neve juntos pela primeira vez, voltar ao passado para corrigir um erro, convidar para comer comida asiática…

Naturalmente, tudo dá errado… o casaco sobre os ombros sem um aviso prévio resulta em uma tática de autodefesa excelente; a tentativa de causar amnésia no Zé Luis é à base de coelhadas; a parte da neve ou de voltar ao passado são com a ajuda do Franjinha, mas as coisas não saem exatamente como o previsto; convidar para comer comida asiática dá muito errado quando a garota é alérgica. Mas eu gosto do caos, eu gosto da confusão, eu gosto da ideia da inocência de uma criança querendo colocar em prática o que vê na TV como se esses clichês fossem funcionar na vida real…

É uma história legalzinha.

Nas histórias mais curtas da edição, temos “TÁ DE MUDANÇA?”, uma historinha sem graça com um duende querendo se mudar do Sansão; “O MANUAL DO LIMOEIRO”, no qual a Mônica ajuda a Denise e a Carminha Frufru na gravação de um vídeo e as coisas são menos do que perfeitas; “TÁ TUDO BEM”, na qual a Dorinha leva uma coelhada da Mônica por acidente e insiste que está tudo bem, mas dá um nó nas orelhas do Sansão sem que a Mônica perceba, e a história nos entrega aquele momento maravilhoso no qual a Mônica carrega a Dorinha no colo e imita uma ambulância.

Temos, ainda, “SUSPENSE MÁGICO”, uma historia curta e sem palavras protagonizada pelo Nimbus e que não tem nada assim de tão especial, mas eu gostei bastante, e em parte talvez porque eu gosto muito do Nimbus; “INFLUÊNCIA”, na qual a Mônica parece estar diferente e até menos forte desde que começou a andar bastante com o Do Contra; e “UM CANTINHO AO SOL”, na qual a Mônica segue uma abelha e se depara com uma flor crescendo no meio de todo o cinza da cidade e então ela tenta protegê-la de todo mal, até que não a encontre mais no dia seguinte…

Mas, de algum modo, ela ainda está ali.

Graças à abelha.

Uma das minhas histórias favoritas foi “PROTAGONISMO AFINAL”, na qual o Jeremias está sendo parabenizado porque “o Bermudão finalmente tem um protagonista”, e eu adoro os amigos falando sobre como agora ele vai estrelar histórias principais, vai estar em capaz de gibis e viver altas aventuras com a turma principal, mas ele também vai participar de todos os planos infalíveis do Cebolinha, vai levar mais coelhadas do que nunca da Mônica, vai enfrentar megavilões como o Capitão Feio e o Doutor Spam, vai ajudar a testar as invenções do Franjinha, e de repente não parece mais tão um bom negócio assim…

“Você não vai? Como assim? A turma tá esperando você pra história começar”

Outra história da qual gostei bastante foi “PAINEL COLETIVO”. Em “PROTAGONISMO AFINAL”, eu gostei bastante da astúcia do roteiro e da brincadeira… em “PAINEL COLETIVO”, a história em si não me chama tanto a atenção enquanto a Marina pinta um painel da turma em um muro e todo mundo começa a pedir mudanças, mas eu ADOREI o resultado final do painel: a Milena de detetive, o Cebolinha cheio de cabelo, a Mônica de cabelos compridos e dentes menores, o Cascão com uma roupinha de futebol, a Magali e uma melancia gigante, o Xaveco na capa de um gibi…

Marina está feliz porque está todo mundo feliz.

E a imagem do painel no fim da historinha é muito bonita!

 

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