American Horror Story 13x05 – Date Night

616.

Eu imagino que não seja um consenso, porque vejo muito as pessoas reclamarem sobre o tamanho dos episódios, mas, particularmente, eu estou gostando bastante de como a temporada está sendo organizada… gosto de como a exibição de três episódios em um único dia nessas duas primeiras semanas permite que cada 20-30 minutos sejam dedicados a uma parte da narrativa… em “Is That All There Is?” tivemos uma trama de ritual e 13 almas sendo entregues ao Inferno sob o Apollyon; em “Date Night”, o quinto episódio da 13ª temporada de “American Horror Story”, acompanhamos Ben DeSoto enquanto ele se encontra com a única outra sobrevivente do seu grupo no acidente de avião…

Ashley, do 13B.

Ben e Ashley não eram particularmente próximos… serem os únicos sobreviventes do grupo naquele acidente, no entanto, os aproxima de alguma maneira. E, agora, eles falam sobre isso. Ela conta como acordou semanas depois de um coma, com o corpo cheio de cicatrizes que agora são parte dela, e ela faz “confissões” sobre Kira: como ela era uma vaca e como ela meio que está feliz que ela esteja morta… há complexidade no sentimento, e há também um quê delicioso de luxúria que eu considero natural – frente ao trauma, frente ao fato de eles serem os únicos sobreviventes e, é claro, frente ao Joey Pollari… quer dizer, eu tô babando por ele desde o início da temporada!

Claro que eu adorei acompanhá-lo durante esse episódio inteiro!

E a Ashley sabia bem o que ela estava fazendo desde o início… quando eles se preparam para assistir a um filme, por exemplo, ela se deita no seu colo, mas as coisas mudam quando ele se assusta com o número 13 no título de um filme – a triscaidecafobia gritando! E, então, Ashley diz que “também tem medo do número 13”. No caso dela, no entanto, vem de uma história que agora ela compartilha: em 2020, ainda durante a pandemia, ela estava em uma festa que foi invadida por um homem usando uma cabeça de porco que atacou as pessoas. Os convidados foram massacrados como porcos em um matadouro, e ela foi a única deles que sobreviveu…

13 almas foram perdidas naquela noite.

A pedido de Ashley e com a abertura dada, Ben compartilha um pouco de sua história, embora ele não conhecia de fato a origem de sua triscaidecafobia. Ele sabe que nasceu em uma Sexta-Feira 13, mas se lembra pouco da infância… ele se lembra de uma festa quando ele tinha seis anos de idade na qual uma mulher caiu em cima de uma faca e depois o seu corpo foi retirado da piscina, e se lembra da morte do pai em um acidente logo depois. Depois disso, ele passou por seis grupos de pais adotivos, uma casa nova a cada ano, todos cruéis à sua maneira, até ele chegar a uma mulher chamada Martha, que queria mesmo ser mãe. E então ela morreu em seu 13º aniversário.

A tensão sexual evidente desde o início desse “encontro” e a intimidade construída a partir do momento em que eles compartilham suas histórias os leva a beijos e a uma noite de sexo e, sinceramente, tudo em que eu conseguia pensar era: vamos tirar a roupa do Joey Pollari. Eu adoro a visão de seu peito arranhado na manhã seguinte, o mamilo inteligentemente próximo à câmera, ou toda a sequência dele saindo do chuveiro e se enrolando em uma toalha, uma cena cujas fotos passaram a semana deliciosamente ilustrando as redes sociais… ali, Ashley repara em algo em suas costas, uma marca que não foi feita com tinta e que ele só descobre agora…

Diz 616.

6+1+6 = 13.

 

Para mais postagens de “AHS: 13”, clique aqui.
Para todos os textos de “American Horror Story”, clique aqui.

 

Comentários