Glee 4x09 – Swan Song


YEY! \o/
Estamos de volta à bolha de Ryan Murphy, a qual ele faz questão de sempre nos convidar para fazer uma visitinha! Enquanto coisas realmente sérias acontecem em Ohio, onde os personagens passam por problemas e quero ver o desenvolvimento deles e se emocionar com as histórias, o roteiro insiste em nos mostrar uma Nova York tão imaginativa que eu sempre rio, de tão impossível que aquelas coisas são. Rachel tem uma parcela de conto de fadas, mas Kurt, que já estorou a sua na minha opinião, ataca novamente.
Sério? Já comentei isso em uma review de The New Normal recentemente, e digo aqui, para quem não acompanha os textos de TNN: em que mundo Ryan Murphy vive em que as coisas acontecem tão fáceis assim? Deve ser maravilhoso viver nessa bolha, nesse mundo cor-de-rosa dele, mas sabemos que não é a vida real! Depois de ridiculamente ganhar um emprego na Vogue e uma chefe perfeita, Kurt simplesmente ganha a oportunidade de cantar no Winter Showcase. Ah, tá. Sério? Nem aluno o cara é!
Não digo que não é legal, afinal Kurt realmente emocionou um pouco com “Being Alive” (ele já teve canções melhores), e eu achei lindo vê-lo ser aceito, chorando e abraçando Rachel. E Rachel disse coisas belíssimas para lhe dar força, e foi divertido vê-lo nervoso. Mas ainda assim eu gostaria que Glee enfatizasse, como sempre fez, a importância de sonhar, e a verdade de que nem sempre esses sonhos se realizam, e que se se realizam, eles estão num lugar que se precisa batalhar demais para se alcançar. Tudo caindo assim, de mãos beijadas, me deixa um tanto triste com a série.
E o mesmo vale para Rachel. Não consegui apreciar a entrega da carta por Carmen, e achei dois solos em um mesmo episódio, e seguidos, um tanto de exagero. Não que Lea Michele não seja uma cantora fenomenal, e que “Being Good Isn’t Good Enough” e “O Holy Night” não tenha sido emocionante. Foi, e sua voz é de se admirar mesmo, sua apresentação foi fantástica, a vitória pode ter sido merecida, os aplausos em pé foram dignos. Mas sério? Tudo no primeiro ano, tão fácil? E ninguém nega que Lea (Rachel) é uma cantora brilhante, mas tantas outras também o devem ser em NYADA, só por terem conseguido entrar lá, então porque a Rach tem que conseguir as coisas com “facilidade”?
E CASSANDRA É A ÚNICA PROFESSORA DE NYADA?
Sério, por que essa é a única aula que vemos de Rachel? Parece que NYADA só limita a isso, e muitas vezes o cenário me parece monótono. Mas ok, esquecendo isso por segundos, vou comentar “All That Jazz”. QUE COISA MAIS PERFEITA! Sério, aquilo foi o ápice do episódio, o momento que eu quase aplaudi (o que eu realmente aplaudi foi outra coisa, já comento). Claro que o fato de eu amar Chicago dá uma força gigantesca, e Rachel e Cassandra (!) deram um show! E deixando as vozes de lado, e não é só sobre isso que All That Jazz é, Cassandra fez uma performance realmente muito melhor. Mas a sensualidade e energia de Chicago foi muito bem representada, o duelo foi agressivo como exige o tema do musical. Magnífico. Mas [haters gonna hate] isso me pareceu muito saído de Smash! kk
Em Ohio, onde a vida parece ter um pouco mais verossimilhança, o glee club, de maneira surpreendente, realmente perde as Seletivas. Digo surpreendente, porque se você ler minha última review encontrará algo do tipo: “Acho que eles mereciam perder, e deveriam perder. Mas não vejo o New Directions perdendo uma Seletiva”. E PERDERAM! Gosto, porque se a quarta temporada se propõe a mudanças, essa é uma gritante! Não é isso mais o que guiará os episódios, e gostarei de ver as novas motivações do grupo, principalmente se essas forem, como Rachel falou lindamente ao telefone, o amor à música, a amizade, o sentimento que um tem pelo outro…
E Don’t Dream It’s Over representou isso muito bem, de maneira eficaz. Marley foi quem forneceu o novo lugar para ensaio, e não foi algo tão genial quando eu pensei, mas ainda assim quando ela contou ao Finn eu queria correr até o palco e abraçá-la. Foi lindo vê-la cantar com Finn (personagem de quem, misteriosamente, pareço estar começando a gostar agora) e pouco a pouco todos aparecerem e cantando também. Cena emocionante que fez lágrimas se juntarem em meus olhos… e ver o sorriso de Marley é a coisa mais bonita na série no momento.
E as roupas de inverno. Como roupa de inverno é linda!
Falando em Marley, é claro que a culpa cairia sobre ela. Vindo dela mesma e dos demais. Tina pareceu tão obcecada em bater nessa tecla que achei que a Tina bitch do primeiro episódio estava de volta. Mas tento relevar, desde que ela não toque mais no assunto. Defenderei minha Marley de qualquer maneira! E Santana parece ser a única capaz de ver a verdade, culpando Kitty por tudo o que aconteceu… mas por segundos tive “pena” de Kitty, que mostrou em sua expressão que nunca esperou um final tão drástico para a história toda.
Mas antes de tudo isso ser resolvido em uma cena bonita, os membros do glee club, oficialmente terminado por Sue Sylvester, começam a buscar novos clubes aos quais se juntar, vários deles que foram risíveis! Artie entra na banda com uniforme estranho, Blaine e Tina se juntam às Cheerios, Jake e Ryder ao time de basquete, Wade (e isso foi hilário!) ao time de hockey e Joe na Liga de Paintball. Na maneira caricaturada de Glee, entendemos essa busca por um grupo, por pessoas a quem possamos nos identificar, e ficou realmente divertido de se ver!
Brittany e Sam… ainda estou processando a informação para dizer se gostei ou não. Nada contra, afinal Sam é um dos personagens mais fofos de Glee, e de seu jeito engraçado e meio burrinho, ele sabe ser romântico e encantar, mas não tenho certeza sobre o desenvolvimento do romance. Os dois estão próximos desde o começo da temporada, e ainda assim acho que faltou uma introdução a mais, pareceu um salto muito grande ao namoro. Uma liga que não sei qual é, mas que acho que faltou. Mas ainda assim pudemos apreciar um “Something Stupid” realmente fofo, um Sam cheio de lágrimas nos olhos, e um beijo simples e terno que fez apaixonados de plantão suspirarem.
Só dizendo.
Aah! E esqueci de comentar quando falei sobre New York, mas vou voltar a isso. Mesmo que Rachel tenha tido uma conversa linda com Finn no telefone, compreensível afinal um sempre será importante na vida do outro, achei fofa sua relação com Brody nesse episódio. A maneira como ele deu forças a ela, e como ela foi quem tomou iniciativa para dar-lhe um beijo. Mesmo fora das cenas sensuais, esses dois possuem uma sintonia tão bonita em tela que foi uma das melhores coisas em NYADA nessa semana. Afinal todo o resto foi muito imaginativo.
Mas a melhor coisa de todas: BRAD TEVE UMA FALA! Não só uma fala, mas uma fala genial! Tinha lido nos spoilers que Brad, o cara do piano, teria uma fala nesse episódio, mas nunca esperei que fosse algo assim tão elaborado, tão verdade e tão engraçado. Eu ri extremamente alto, e aplaudi! QUE INTELIGÊNCIA! Juro que quero vê-lo de novo, mesmo que ele não fale, ele precisa estar de volta muito em breve! E quando ele fez seu comentários sobre ele ter que adivinhar que música eles iriam cantar, só conseguia pensar na voz de Rachel dizendo “Hit it!”. kk Ri bastante, cena perfeita!
Espero não ter esquecido de nada. Infelizmente senti muita falta de Jake, Ryder e Marley no episódio, que ficaram apagados no roteiro que valorizou bastante Nova York e o fim do New Directions. Mas ok, espero poder vê-los o suficiente novamente na próxima semana, a última antes de Glee entrar em um hiatus. E vocês, quais foram os pontos altos e os pontos baixos do episódio? Ansiosos pela nova proposta natalina que Ryan Murphy traz nesse ano, de diferentes histórias em um só episódio? Até mais!

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Comentários

  1. Ótimo comentário! Adorei a análise e nesse episodio vi uma tentativa de Glee voltar ao começo, à 1ª temporada, com exceção, é claro, das cenas de Nova York, onde concordo com vc em gênero, número e grau. Quanto a Sam e Brittany, tenho a minha opinião, já conecidíssima de todos, mas compreendo a tentativa dela ser feliz, sem Santana e ao lado de alguém pra lá de especial que é Sam. Até Glee Actualy!

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    1. Você ainda quer ver o Sam com a Mercedes, né? Entendo :D "Glee, Actually" me parece que será muito interessante, diferente do normal! Ansioso para escrever! kk

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  2. Gostei do seu texto, como sempre, consegue expressar muito bem o que sente em palavras, parabéns.
    Não concordei com tudo, mesmo reconhecendo que os pontos negativos podem ter sido mesmo negativos, prefiro ficar no nível imaginativo, comentando mais com emoção do que com a razão.
    Adorei o episódio, a performance de Rachel, na minha opinião, claro, foi a melhor desde a primeira temporada. Que voz, hein. Gostei da oportunidade que Kurt teve, mesmo que seja difícil acontecer isto no mundo real, foi muito emocionante. Se Being Alive não é a melhor que ele cantou, pode ser uma das melhores, então.
    Concordo com você sobre a Vogue, e sobre a super chefe. É muita sorte mesmo,né.
    Poderia escrever sobre o último filme da saga Crepúsculo. Li algumas críticas deploráveis de pessoas que já contaminados com a alta rejeição, não conseguem escrever um ponto positivo sobre o filme, que na minha opinião tem vários.
    Mas, seja qual for as palavras, sei que não vai ficar só no negativo.

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    1. Obrigado! :D
      Ok, concordo com o "uma das melhores", mas "I wanna hold your hand" ainda está no topo da minha lista de performances do Kurt kk

      Obrigado pelo comentário, volte sempre! (:
      É muito legal escrever e depois ler comentários de pessoas que leram o blog, tendo concordado ou não! :P

      Quanto à sugestão do texto de Amanhecer... eu posso até pensar nisso, na verdade venho cogitando escrever sobre isso, mas ainda não tive coragem o suficiente para ver o filme =/ kk Sorry, mas é que eu não gosto mesmo de Crepúsculo, não vi nem a Parte 1 :x mas quando eu ver eu escrevo aqui, pode deixar! :D

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  3. Amo demais a Rachel, curto muito o núcleo de Nova York, mas eu queria mais dos novos personagens, do New Directios. Eu sempre estou por aqui ansioso pra ver a resenha de Glee da semana e concordo, normalmente, com quase tudo. Eu gosto muito do Finn, quando ele não está com a Rachel. Eu ainda acredito em uma nova chance do ND nas Sectionals, maaas tbm não to esperando muito por isso, quero ver como o Ryan vai seguir com esse núcleo até o fim da temporada.

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    1. Sério? Que bom saber que você sempre visita para ler minhas reviews! :D Obrigado pelo comentário, e fique à vontade para comentar sempre, comentários são sempre bem vindos! (:

      Eu não gostava do Finn, desde a segunda temporada (não sei desde quando você acompanha o blog e quanto pegou disso), mas incrivelmente estou começando a gostar dele de volta (y) acho que é mesmo a ausência de Rach :P

      Quanto à nova chance aos ND nas Sectionals, não sei se seria justo =/ acho que está bom vermos novas motivações... mas eu adoraria ver os Warblers nas Regionais, torcendo para que Glee mostre! kk

      Mas obrigado pelo comentário e volte sempre! :)

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    2. Então, comecei a ler as resenhas aqui já na quarta temporada, conheci o Blog devido uma tentativa de matar a curiosidade sobre o Fame - Brasil, e desde então estou sempre por aqui.

      Eu tbm acho que seria legal ver essas novas motivações, apesar de achar Glee sem as competições muito estranho kkk, mas como você disse, o mundo do Ryan é mt fantasioso, por isso não duvido! Eu não gosto mt dos Warblers, mas quero eles nas Regionais contra o VA, pra perderem kkkkk.

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    3. Ah, aquela série toda de postagens de Fame? kk $: Gostava de escrever assim, comecei com Hair, quem sabe ano que vem escolho alguma outra? Chegou a ver o musical? Gostou?

      Glee sem as competições também me parece estranho, mas acho que é porque estávamos acostumados e nunca vimos nada diferente... por isso estou curioso para ver :) E quero ver os Warblers nas Regionais, porque competições são sempre grandiosas e tal... e diferente de você, eu tenho uma quedinha pelo grupo! kk Mas nada contra eles perderem para o Vocal Adrenaline, hein? :P

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