Extant 1x02 – Extinct


Depois de um Piloto fantástico com cara de filme, esse episódio nos mostra que Extant é uma série, e estabelece as bases sobre as quais poderá seguir para contar sua história dessa maneira. Ainda acho que falta uma conexão palpável entre as histórias abordadas pela série, como a misteriosa gravidez de Molly e o que aconteceu no espaço com toda a trama dos Humanichs da qual John e Ethan são os protagonistas. Mas estou, surpreendentemente, adorando acompanhar ambas as histórias. O episódio não as mesclou incrivelmente bem, parecendo contar com uma quebra que separou uma da outra, mas ficou bem dividido e foi bom ver a evolução de cada uma.
O Ethan é um fofo. Simples assim. Depois daquele primeiro episódio que nos deixou dividido, o Ethan apresentou-se de maneira encantadora durante todo esse episódio. Realmente parecendo uma criança comum, e com menos enfoque em toda a polêmica do projeto, podemos vê-lo como uma criança curiosa (adorei a cena do Museu), inteligente (que jogo maravilhoso!) e extremamente querido. Difícil apoiar aqueles contra os Humanichs enquanto ele apresenta, tão claramente, um sentimento (que se não é amor, não sei o que é) para com Molly – prometendo guardar seu segredo, e ainda fazendo um bonito desenho de sua família no espaço, para salvá-la da “extinção”.
Quero um jogo daqueles. E um Museu de Ciências Naturais daquele!
Extinção parece ser um tema muito recorrente e importante para Extant. Além de ser o título desse episódio, como eu já comentei, ele faz parte do logo da série. De Extinct a Extant. Depois de uma belíssima introdução (ficou muito bem-feita, incrível, amei!), esse episódio trouxe mais pontualmente o conceito de extinção, através da figura de Ethan, no Museu. Conversando com um simpático robô, ele entende que os neandertais foram instintos pelo aparecimento de uma espécie mais evoluída e mais inteligente – survival of the fittest. Tudo na cena nos sugeriu uma trama futura de Humanichs substituindo humanos (o que é bem previsível), mas eu fico mesmo intrigado na relação disso com o que quer que esteja no espaço e engravidou a Molly.
Porque Molly está grávida. Irrecuperavelmente grávida de 14 semanas. Novamente achei suas cenas com a médica/amiga muito interessantes, enquanto tentamos desvendar o segredo dessa gravidez – seja lá o que ela está falando, querendo mostrar aquele ultrassom perfeito (o bebê já devia estar mesmo daquele tamanho?), alguma coisa muito errada acontece ali. Não só por ela ter engravidado sozinha no espaço, ou por Marcus aparecer novamente e fazê-la desmaiar uma vez mais, mas por aquela coisa misteriosa e nojenta se mexendo dentro dela enquanto ela estava desacordada – pareciam ventanas ou algo assim, não? Só eu que tenho medo de quando esse bebê nascer? Uma pena que Ethan não tenha visto.
Whatever. O mais interessante na trama de Molly, para mim, foi acompanhar a versão de Harmon na Seraphim. Por algum motivo meio inexplicável, eu realmente gostei demais dele no episódio passado, e fiquei morrendo de felicidade com a possibilidade de tê-lo novamente nesse episódio, em flashbacks que nos mostram o que aconteceu com ele quando passou pelas erupções solares e o blackout. Ele foi muito mais tocado do que Molly, por ter visto a mãe, morta [afogada?] 30 anos atrás – mas com a dualidade de saber que não é ela (pelas repetições sem sentido), ao mesmo tempo em que ela parece tão assustadoramente com ela mesma. As lágrimas em seus olhos enquanto se livrava dela realmente foram de partir o coração.
O que isso tudo significa?
“We thought we were doing experiments? We were the experiments”
Por fim, Yasumoto também ganha alguma história que ainda nos é indecifrável – mas o mais importante é que, por algum motivo, ele tem uma expectativa de vida de apenas 102 dias, tem uma mulher com ele que não sabemos quem é, e ele tem informações que não nos foram transmitidas. De fato, Harmon e Molly foram experimentos, e eles têm uma noção do que aconteceu. “Do you think we found them?” “I think they’re already here” – vida fora do planeta Terra parece realmente confirmada, agora exatamente o que eles fizeram na Seraphim, e qual é o intuito de Yasumoto por trás disso tudo ainda continua sendo um mistério.

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