The 100 7x14 – A Sort of Homecoming

 “Earth is our home”

Gente, a falta de profissionalismo de Jason Rothenberg é evidente e patética – como ele pode ter estragado uma série inteira para alimentar seu ego? E esse episódio deixa escancarada a maneira como ele distorceu e, depois, matou o personagem de Bob Morley só porque não gostava do ator, demonstrando desrespeito com o ator, com a série e com os fãs… sinceramente, eu não estava nada animado para o possível spin-off de “The 100”, mas, depois de tudo o que aconteceu nessa sétima temporada, eu tenho certeza absoluta de que não assistirei, mas de jeito nenhum! Surpreendentemente, eu acabei gostando de algumas partes do episódio, mas outras foram tão ruins ou tão escrachadas que eu nem raiva consegui sentir… eu estava apenas rindo mesmo do quanto era ridículo. Parabéns, Jason! Você conseguiu acabar com tudo.

No fim do episódio passado, Clarke matou Bellamy com um tiro no peito porque ele não podia ficar com o caderno de desenhos da Madi, e muito menos podia entregá-lo para Bill Cadogan… acontece que, depois de matar o Bellamy, Clarke deixou o livro para trás de qualquer maneira. E a série ainda nos mostra, logo depois de uma cena patética de Clarke com Octavia e Echo (falarei disso no próximo parágrafo), o Bill folheando justamente o caderno que Clarke queria proteger tanto a ponto de matar Bellamy… deve ser algum tipo de humor sádico de Jason Rothenberg, e consigo imaginá-lo rindo satisfeito enquanto assiste àquela cena. E ainda temos o Sheidheda contando a Bill que o caderno é de Madi, e então Bill comenta: “Bellamy knew. That’s why she killed him”, numa tentativa desesperada de dizer: “Faz sentido, sim. Foi por isso que ele morreu. Não foi porque o Jason não gostava do Bob”.

Aham.

Mas vamos falar da cena de Clarke com Octavia e Echo… Clarke passa pelo portal aberto em Bardo, e acaba chegando de volta à Terra. É um momento de reencontros e abraços, e então Echo pergunta “onde está Bellamy”, e Octavia reforça a pergunta, e então Clarke conta: “Morto. Ele está morto. […] Eu matei ele”. E, então, as duas a abraçam… vocês entendem como ISSO NÃO FAZ SENTIDO? O quanto isso destoa de todo o resto, o quanto é forçado. Chorando, Clarke diz que “fez tudo o que podia” (?), e que “sente muito”, e então Octavia é a primeira abraçá-la e dizer que a entende. Depois, Echo (sim, aquela mesma Echo que até pouco tempo atrás estava disposta a qualquer coisa para vingar a morte de Bellamy, que nem estava morto ainda) também a abraça, e diz que “eles já o tinham perdido há muito tempo”. É tão ridículo, mas eu não consegui sentir raiva.

Eu estava rindo demais.

Depois, Clarke decide por todos que a Terra é a casa deles e é melhor que fiquem ali, quebrando o capacete que era a única coisa que os levaria até a pedra e permitiria que eles abrissem um outro portal a Bardo… Madi está brava com Clarke, por “ela ter decidido por ela”, por ter prendido todos ali, por ter feito o que fez para salvá-la (e a Clarke dizendo que “matou o Bellamy para salvá-la”?), e ainda diz que ela está arruinando a sua vida, porque ela estava construindo uma vida própria em Sanctum, ela tinha amigos… Murphy (nosso lindo Murphy, obrigado, “The 100”, por ainda ter alguns personagens de que gostamos) também acha que Clarke está errada, porque se eles sabem que a Terra é habitável novamente, eles não podem deixar as outras pessoas em Sanctum, com todos os problemas como a toxina que o lugar oferece…

Por isso, ele e Raven se juntam.

Eventualmente, as coisas ficam piores quando o Sheidheda faz a travessia para a Terra, enviado por Bill Cadogan para buscar Madi – ele está invisível, o pessoal fica alerta, enquanto Madi anda sozinha e se senta ao lado de Gabriel para aprender a tocar piano, numa cena bem bonitinha… Octavia e Clarke buscam por ela desesperadamente, e elas acabam entregando Madi nas mãos do Sheidheda – porque, aparentemente, ninguém percebe que ele pode estar bem ali e invisível. Quando alguém finalmente diz onde Madi está, o Sheidheda os tranca ali mesmo onde eles estão, e chega atacando Gabriel. Então, ele parte para cima de Madi e, felizmente, Gabriel ainda tem forças para se jogar contra o Sheidheda e conseguir tempo para que Madi possa correr, gritar e buscar ajuda, e ela acaba com Indra e Gaia, lá onde os conclaves aconteciam na época da Bloodreina.

Depois de uma luta, Sheidheda escapa antes que Indra o mate, se golpeando com uma faca de Bardo programada para enviar o ferido de volta para lá – ou qualquer coisa assim. Sem Sheidheda e com Madi à salvo por enquanto, todos se juntam em volta de um Gabriel moribundo, que pede que ninguém faça nada: ele está pronto, essa é a hora. Octavia faz a oração para ele e convenhamos que a cena foi emocionante, mas triste… depois da morte de Gabriel, Madi resolve que ninguém mais vai morrer por ela, porque Bill vai continuar enviando discípulos em busca dela e ninguém estará seguro na Terra: por isso, só existe uma maneira de impedir isso e é se entregando. Para isso, ela usa a mesma faca que Sheidheda usou para se ferir, e desaparece na frente de todos… agora, Bill Cadogan vai, enfim, poder começar a guerra que tanto quer. 

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