Sítio do Picapau Amarelo (2005) – Marcela tenta roubar a joia!

A cara-de-pau de Marcela!

Emília foi muito mais rápida do que a Marcela para conseguir de volta a joia de Cléo – as duas e o Dr. Saraiva estavam em um templo budista para o qual a estátua na qual Saraiva escondera a joia tinha sido vendida, e foi Marcela quem encontrou primeiro a estátua certa, com a valiosa joia de Cléo dentro – mas não foi ela quem conseguiu ir embora com ela. A bonequinha, astuta e rápida como sempre, conseguiu trocar as estátuas, pegar a joia e sair do templo para retornar para o Sítio do Picapau Amarelo voando no carro de Dona Benta graças ao pó de pirlimpimpim, tudo enquanto Marcela ainda estava tentando sair de dentro do templo – afinal de contas, ela estava com uma estátua na mão e ninguém queria deixá-la sair de lá. Ela teve que ligar para o Coronel Teodorico para que ele viesse até a cidade e a resgatasse… enquanto isso, a joia estava em segurança.

Ou quase.

Marcela não demora para se dar conta de que o Saraiva e a Emília devem ter conseguido a joia antes dela quando abre a estátua falsa e descobre bolas de vespas lá dentro, mas tem uma pequena forçação de barra para ela descobrir exatamente onde a joia está – e devo dizer que vários detalhes dessa parte da trama me incomodaram. Em primeiro lugar, por exemplo, o Dr. Saraiva podia muito bem ter colocado essa joia em um cofre seguro em algum banco! Depois, como não é isso que acontece, o roteiro precisa que Marcela “descubra” sobre a joia de alguma maneira, então o Zequinha chama a Cléo para jantar, aproveitando que não vai ter ninguém em casa, e a Cléo chega animada contando todos os detalhes sobre como o Tio Saraiva conseguiu pegar a joia e agora ela está escondida no Sítio… não é natural, e a cena está ali só para a Marcela ouvi-la.

Então, Marcela invade o Sítio do Picapau Amarelo naquela noite. Felizmente, ela é descoberta no quarto que Pedrinho e o Dr. Saraiva dividem antes que ela tenha a chance de roubar a joia – infelizmente, no entanto, ela joga a carta de que “é a mulher do prefeito”, o que não faz o menor sentido, para se esquivar de qualquer acusação mais grave… Dona Benta, que a pega no flagra, diz que Marcela invadiu a sua casa, mas Marcela tem a pachorra de dizer que “exige a presença do seu advogado e do seu marido” – SENDO QUE ELA FOI PEGA INVADINDO UMA PROPRIEDADE PRIVADA! Dona Benta chama o delegado e conta que sua casa foi invadida, e o Dr. Saraiva acrescenta que Marcela estava mexendo nas suas coisas, por isso ele exige um inquérito e pede que Marcela seja mantida presa enquanto isso… é claro, no entanto, que Marcela encontra uma maneira de escapar…

Ela se faz de vítima, e o Coronel Teodorico acredita em tudo o que ela fala, como sempre. Ele tenta alegar sonambulismo, e Marcela inventa uma história esfarrapada sobre como só veio até ali porque estava com saudades de sua “filhinha querida”, que fez tudo o que fez por amor, e que não bateu na porta da maneira convencional porque sabia que eles não iam deixá-la entrar… é patético e ninguém acredita nela… quer dizer, ninguém a não ser o delegado, que a deixa livre. A única parte boa disso tudo é que a Dona Joaninha, ao se livrar de sua sina de bruxa e descobrir que Marcela tem um perfume mágico para enfeitiçar o Coronel Teodorico, também invade a casa de Marcela, e quando Marcela vai até a delegacia prestar queixa e exigir que a Dona Joaninha seja presa, ele, pela primeira vez, faz o que é certo – afinal de contas, é a mesma situação da sua invasão ao Sítio!

 

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