Star Trek: Starfleet Academy 1x02 – Beta Test

Relações diplomáticas.

Também exibido em 15 de janeiro de 2026, junto com a estreia da série, “Beta Test” é o segundo episódio de “Star Trek: Starfleet Academy” e eu sigo gostando bastante! Espero, sim, que os episódios futuros deem mais protagonismo a outros personagens, como a Sam, a Genesis e o Jay-Den, mas essa “alternância” nos personagens em destaque é algo que “Star Trek: Strange New Worlds”, outra série atual da franquia, consegue fazer muito bem, então acredito que esse olhar ainda se voltará a eles. No momento, aprecio o bom equilíbrio de um episódio que consegue explorar tanto a dinâmica da Academia – com aulas, lições de casa, etc. – quanto a Frota Estelar em si, em toda a negociação com Betazed para uma possível reintegração à Federação.

Como eu comentei no episódio anterior: é uma série jovem. Propositalmente jovem. Você pode pensar em “One Tree Hill”, ou pode mesmo pensar em “Malhação”, e é exatamente isso o que “Starfleet Academy” nos convida a fazer ao lançar o olhar sobre jovens cadetes que ainda não são oficiais treinados da Federação – embora muita responsabilidade acabe caindo sobre eles de um jeito ou de outro, como estratégia do roteiro. Em “Beta Test”, por exemplo, a Capitão e Chanceler Ake acredita que as negociações diplomáticas com Betazed são uma ótima oportunidade de ensino para os cadetes de São Francisco, e é a visão fresca de mentes jovens – quiçá empolgadas, esperançosas, impulsivas – que ajuda a Federação a dar um passo importante.

Ainda que tenhamos tido toda essa “trama grandiosa” que guia bem o episódio, se eu vou ser inteiramente sincero, eu preciso dizer que gostei muito mais das cenas do início do episódio, que exploram a Academia. É despreocupado, divertido, absurdo e é ali que a série me ganha, porque é ali que ela faz diferente do que costumamos ver nas grandes produções de “Star Trek”. Ao lado dos jovens, caminhamos pela Academia e pela USS Athena e assistimos a aulas interessantes e/ou absurdas, conhecemos tarefas inusitadas e presenciamos brigas típicas de adolescentes, como quando Caleb e Darem são colocados como colega de quarto – é claro que seriam – e discordam veementemente da decisão, como se isso fosse a pior coisa que lhes pudesse acontecer.

Tal qual Glinda e Elphaba… e eu acho que, tal qual Glinda e Elphaba, Caleb e Darem devem iniciar a série com essa briga constante e, quiçá, divertida, mas tendem a acabar se tornando amigos. Eles conseguiram trabalhar juntos no primeiro episódio, e eles terminam esse episódio com um momento muito bacana! Mas eu gosto de ver as brigas, gosto de como o Darem se diverte quando a gosma de que Sam está cuidando cai em cima de Caleb e ele precisa de atendimento imediato com espuma, porque é mesmo meio patético, e ele diz que “ama essa escola”… se bem desenvolvida, essa pode ser uma das minhas relações favoritas na série! A cena do Darem indo ajudar o Caleb a arrumar a cama, porque ele não sabe porque nunca teve uma, é muito boa!

Caleb ainda precisa entender que aquele é, ou pode ser, o seu lugar… mas parte dele se sente um prisioneiro e parte dele se pergunta por que ele aceitou o convide da Chanceler. Quando ele está literalmente em cima do muro, no entanto, ele acaba sendo interrompido por uma garota que o fascina e faz com que ele se pergunte se ele quer mesmo ir embora dali… e essa garota é Tarima Sadal, a filha do Presidente de Betazed. Os Betazoides estão em São Francisco para uma reunião com a Federação, que quer que eles se reintegrem – afinal de contas, com o retorno de Betazed, muitos outros “mundos” também retornariam à Federação e eles teriam mais aliados e passagem segura por um caminho importante enquanto a Frota ainda está se reconstruindo.

É estratégico.

A primeira sessão diplomática, no entanto, com a presença dos jovens cadetes conforme sugerido pela Chanceler, parece ser um grande desastre – Betazed está fazendo exigências absurdas demais para se tornar parte da Federação novamente, e pode ser que eles cheguem a um impasse… em parte, Caleb pode ser a chance de que eles precisam quando Tarima pede ao pai que a deixe na Academia para “conhecer o lugar” e ela pede especificamente por Caleb para ser seu guia. Ake tem uma série de recomendações a Caleb e toda uma negociação para que ele aceite fazer parte disso, mas acaba sendo interessante… e a aproximação de Caleb e Tarima lhe dá, também, uma informação sobre Goja V, o último planeta no qual ele sabe que a mãe esteve.

O episódio é construído em paralelos… o “rompimento” entre Tarima e Caleb quando ela acredita que ele “a usou para conseguir informação de Goja V sem contar tudo” ressoa o fim das negociações quando o Presidente de Betazed anuncia que eles estão se retirando sem chegar a um acordo, e o pedido de Caleb para conversar com Tarima uma última vez é o que motiva Tarima a convencer o pai a pelo menos escutar a próxima proposta da Federação… Betazed está de volta à Federação, no fim das contas, e isso só é possível quando a Federação escolhe fazer algo que demonstra com atitudes seu desejo por mudança, e não apenas c om promessas… isso quer dizer que podemos ter Betazoides na Academia, e o primeiro deles acaba de chegar ao quarto de Caleb e Darem: Ocam, o irmão de Tarima.

Gosto do cenário que se forma!

 

Para mais postagens de “Star Trek: Starfleet Academy”, clique aqui.

 

Comentários