Old West... – Supernatural 6x18 – Frontierland


Dois dos meus amigos (Camila e Bruno) me disseram que o episódio foi bom. Os demais não tive chance de conversar sobre isso. Mas como ambos não tinham gostado do anterior, achei que esse devia estar bem melhor. E ainda não decidi ao certo o que eu acho. O episódio está bom, mas talvez eu esperasse mais… não teve um clima sombrio de Supernatural nem nada… importante para a história da temporada? Sim, mas ainda assim não tinha muita cara de Supernatural, parecia meio focado nas piadas…
Que foram ótimas, longe de mim dizer isso (como Cas perguntando: “Era costume vestir um cobertor?”); Dean estava ótimo, com expressões e piadinhas muito boas. Sam um pouco mais cético e tal… aquele estilo que eles vem mantendo de um tempo para cá. É, de um tempo para cá. Sinto falta da antiga Supernatural. Mas fazer o quê? Senti falta de ter um Sam mais sombrio, mas duvidoso, um ar pesado rondando o episódio… não vi nada disso nesse episódio.
Então o que dizer? Vamos elogiar as referências a De Volta Para o Futuro, certamente. Já tivemos aquela vez com “Os anjos arrumaram alguns DeLoreans?” – e pudemos rever isso no Then. No entanto, nenhuma das outras referências foi assim tão explícita. Mas tivemos o correio trazendo uma correspondência de Colt para Sam da época do Velho Oeste. Correio trazendo uma correspondência de Brown para Marty da época do Velho Oeste? Tivemos a aposta entre o pessoal do correio, exatamente do mesmo jeito… e a perguntinha: Você é Sam Winchester? VOCÊ É MARTY McFLY? Sem contar “Eu sou agente Eastwood. Clint Eastwood”. Eu sei que é uma piada com o ator e tal, mas convenhamos: não ficou exatamente como a cena Mãe, é você? de Back to the Future III? “Eu sou Mar… Eastwood. Clint Eastwood”. Tudo bem, eu quase pirei com essas cenas.
E não parando por aí, tivemos uma referência bem direta a Star Trek IV – “We’ll Star Trek IV this bitch” – e as expressões de desentendimento de Sam e Bobby… na real Supernatural isso seria uma fala mais típica de Sam, mas tudo bem. “Eu só vi Deep Space Nine”. No começo fiquei meio que pensando: "O Boby assistiu Star Trek?", mas tudo bem, Supernatural está mudando muito... ao menos agora sabemos o que Bobby faz nas horas vagas...
Ao episódio, ao episódio. Achei divertido começar pelo fim e toda aquela coisa: “48 horas antes (E 150 anos depois)”; claro que teríamos uma clássica cena de Velho Oeste. No começo fiquei triste por Finch ser a fênix, e não um pássaro (mas o que eu estava pensando, lembram-se do [lixo] “dragão” em Supernatural?), mas até que ficou interessante. Vê-lo matar e morrer é legal. E é bom ver Dean não ter tempo de pegar as cinzas na volta para casa (que chega com o celular de Sam e um recado de Samuel Colt depois).
Ah, sim. Imaginava um Samuel Colt muito mais… bem, mais um caçador de verdade. Deve ser porque ele está aposentado… que seja. Amei quando ele chamou Sam de “Um gigante do futuro com um tijolo mágico” – não podemos dizer que isso seja mentira ou que não seja engraçado. Fato.
Sobre Castiel… ainda gosto demais dele (graças ao Misha Collins, afinal gosto de seu trabalho como o anjo Castiel, acho que ele um ótimo ator), mas o que está acontecendo? Ele está mudando do velho Cass que conhecemos. Tudo graças à guerra… mas o que afinal está acontecendo? O que exatamente levou Rachel a querer matá-lo? Ah, falando nisso, fiquei meio chocado com a morte dela, mas foi ótimo ver suas asas… voltando ao assunto: o que de tão grave Cass está fazendo? E será que descobriremos? Afinal a guerra civil no céu parece não ter muita importância para os escritores…

E posso comentar? Toda essa história (de todo o episódio) geraria um grande paradoxo se levássemos em conta as regras de viagens no tempo (sim, eu sei que elas não são gerais e dependem do ponto de vista do autor) – mas imaginem: tudo estava muito confuso. Aquela história de Sam dizer o que Colt tem que fazer, ou o que deve acontecer, sabendo disso através de algo que o próprio Colt escreveu… não sei se vocês são familiarizados com isso, mas chegamos ao conceito de objeto impossível. Temos um conhecimento passado de uma pessoa a ela mesma (seja de Colt para Colt ou de Sam para Sam) – ou seja, em nenhum momento temos a criação do conhecimento, um conhecimento nunca criado – portanto, QUE NÃO EXISTE!
Mas não vou entrar em toda essa questão de paradoxo. Afinal isso é algo que me fascina demais, mas pode não ser tão legal para todo mundo. Mas que criaria um paradoxo levando em conta a lógica criaria… fico por aqui, ansioso pelo próximo episódio. Afinal a temporada se aproxima do final, e possivelmente a série como um todo também. E como tudo isso acabará? Pois é, esperamos que não seja decepcionante…

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