Fogo Ardente (Donde Hubo Fuego) – O Baile dos Bombeiros

Assumidos!

Já faz algum tempo que estávamos esperando pelo tal “baile anual dos bombeiros” – e era claro que “Fogo Ardente” tinha grandes surpresas para essa noite! Com direito a uma dança sensual dos famosos “Bombonberos” do calendário (os caras são muito gostosos, então é bom de ver, mas a cena causa um pouquinho de vergonha alheia também, não vou negar), a noite do Baile traz Olivia ajudando o pai a acabar de uma vez por todas tanto com Leonora quanto com Poncho (!), e um desenvolvimento importante e aguardado para Fábio e Gerardo… afinal de contas, alguma coisa precisa ser feita. Quando Gerardo pede “um tempo”, Fábio pergunta de quanto tempo ele precisa: até depois da sua lua-de-mel com Maite? Ou até depois de nascer o primeiro filho?

Acho muito pertinente o que Fábio fala sobre como o que eles sentem merece respeito e como ele merece respeito, e o manda decidir de uma vez por todas o que ele vai fazer, porque não vai deixar que Gerardo siga brincando com os seus sentimentos. Mas Fábio vai além… ele sobe ao palco para cantar uma música que é claramente para Gerardo (!), e a maneira intensa como os sentimentos estão expostos naqueles olhares cravados nos arrepia. Maite, desesperada, tenta tirar o Gerardo de lá, dizer que “quer ir embora”, mas ele não se move… e quando Fábio se aproxima o suficiente e lhe diz alguma coisa, Gerardo o beija, na frente de todo mundo. FINALMENTE ISSO ACONTECEU! Chega de ficar mentindo, ficar fingindo, ficar escondendo o que sente e quem é!

Talvez eu seja uma pessoa um pouquinho maldosa, mas eu preciso dizer que não senti nem um pingo de pena de Maite. Quer dizer, foi na frente de todo mundo e ela fica ali, chorando em choque enquanto vê Gerardo beijar Fábio, mas foi ela quem buscou essa humilhação, depois de ter entendido que Gerardo estava apaixonado por Fábio e ter feito de tudo para não deixar que ele lhe falasse o que ele estava tentando falar há muito tempo! Depois do beijo, os dois se abraçam, são recebidos com aplausos da plateia, e eles passam aquela noite juntos, sabendo que terão que enfrentar a Maite e os pais preconceituosos de Gerardo eventualmente… e Maite não tarda a procurar a mãe de Gerardo e contar tudo o que aconteceu, e ela aparece na porta da casa de Gerardo na manhã seguinte.

É uma cena revoltante. Não surpreendente, mas nojenta. A mãe conservadora e preconceituosa de Gerardo diz todos os absurdos que já esperamos de pessoas como ela: ela dá um tapa na cara de Gerardo, fala sobre como “Maite está se sentindo” e diz que ela está “morta de vergonha”. Depois, ela diz que “Gerardo não está bem da cabeça”, pergunta se ele está usando drogas e destila homofobia dizendo que “aquele delicadinho o perverteu”. Felizmente, tudo já está exposto e Gerardo não quer voltar para dentro do armário, então ele enfrenta a mãe, fala sobre como está apaixonado por Fábio, sobre como esse é quem ele é e ela terá que se acostumar a isso… eventualmente, diz que “é melhor que ela saia”. Maite também dá um show de homofobia indo à igreja rezar e dizer absurdos.

Nojento. Profundamente nojento.

Felizmente, na estação, Gerardo só recebe apoio e é muito fofo!

É durante o Baile dos Bombeiros, também, que o Carniceiro de Reynosa decide incriminar Poncho pela morte de sua mais recente vítima: Leonora. E o faz com a ajuda de Olivia. A raiva que eu sinto da Olivia atualmente é incomensurável (e eu fico com mais raiva ainda antecipando um provável arco de redenção que ELA NÃO MERECE!), e ela tem duas atitudes revoltantes durante o baile: a primeira delas ao drogar o Poncho de novo, para que o pai pudesse fazer o que quisesse com ele; a segunda quando ela interrompe um momento muito fofo de Ricardo e Glorita e beija Ricardo na frente de todo mundo. Ela quer o caos, né? Poncho, depois de ser drogado, desperta em casa, confuso, e percebe que as suas mãos estão sujas de sangue… e que Leonora está morta ao seu lado.

Nós sabemos que ele vai se ferrar com isso tudo, porque é muito difícil se livrar da acusação que está vindo por ele… e ele eventualmente se lembra de Olivia lhe dando algo para beber no baile, e eu espero que isso queira dizer que ele vai começar a desconfiar de Olivia. Porque a Olivia é uma das personagens que eu mais detesto atualmente em “Fogo Ardente”: me irrita profundamente que ela faça tudo o que o pai quer, que ela fique do lado de fora da casa do Poncho, assistindo enquanto a polícia chega, por exemplo, e depois surta quando vê o corpo de Leonora sendo tirado da casa e o Poncho sendo levado, se sentindo culpada enquanto tenta ligar para o pai e perguntar o que ele “a obrigou a fazer”. Acho que é essa hipocrisia e esse “teatro” dela que mais me irritam.

Então assuma de uma vez que é uma vilã e pronto!

 

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