Chiquititas Brasil (2ª Temporada, 1998) – O aniversário do JP
Renata, a namorada do JP.
Acho que uma
das características intrínsecas do amor
platônico é que ele vai te fazer
sofrer. Mili está apaixonada por JP, um garoto alguns anos mais velho que
ela que mora na casa ao lado, e ela está toda iludida achando que eles estão namorando por causa de
brincadeiras que ele fizera sobre “eles se casarem e passar a lua-de-mel na
lua”, depois que ela o ajudou com as matérias de química. Consciente do que
está acontecendo, o pai de JP pede que ele converse com Mili e seja sincero com
ela, porque ela está iludida, e embora JP não consiga perceber isso, ele segue
o conselho do pai e chama Mili para contar para ela que eles não podem namorar…
porque ele já tem uma namorada.
Naturalmente, Mili fica triste e de coração partido!
Depois
disso, Mili passa algum tempo tentando digerir o que acabara de descobrir, mas
a dor que está sentindo é grande demais… ela chega a perguntar para a Carolina
se “é errado se apaixonar por um garoto que já tem namorada” e Carol diz que
não a aconselharia… as amigas de Mili, por sua vez, estão inconformadas com a
“novidade” e decidem que ela não pode desistir – inclusive, vigiam por cima do
muro para descobrir quem é a tal namorada do JP: Renata, uma garota alta,
loira, mais velha e bonita. Enquanto isso, JP tenta conversar mais uma vez com
Mili porque ele não quer que ela fique chateada com ele e quer que eles
continuem sendo amigos, mas Mili diz
que não quer ser sua amiga… e ela acaba deixando que as meninas façam o que
querem.
Assim, Mili
passa por uma “reciclagem”, como elas chamam, mas quando ela finalmente conhece
a Renata, ela percebe que não tem chance
alguma… ela realmente é apenas
uma criança ao lado de alguém como a Renata. O problema é que a Renata, que
deveria ser a adulta disso tudo, é bastante infantil e insegura, então quando
ela pega implicância da Mili, Mili está fadada a pequenos e constantes
sofrimentos… ainda mais quando o pai de JP procura a Carolina no orfanato para
pedir a sua ajuda para organizar uma festa surpresa para o aniversário do filho
e, como ele não tem tempo de participar muito, coloca a Renata para o
representar e para “ajudar” no que for necessário… é claro que tudo o que
Renata quer fazer é humilhar as crianças
do orfanato.
Com a ajuda
do Beto, pelo menos, as crianças conseguem que a festa tenha a cara que eles
querem dar a ela, e não as decisões da Renata, mas ela os coloca para trabalhar
na festa e impõe regras, dizendo que eles não podem dançar, falar com
convidados ou entrar na piscina, e devem comer apenas na cozinha e depois que a
festa tiver terminado. Maria fica responsável por cuidar do cachorro da casa,
já que eles são amigos, Júlio fica responsável pela música e Fábio pelo show de
mágica, enquanto a Mili ajuda o Chico a decorar um bolo gigantesco que é o
presente de aniversário dela para o JP… e que a Renata sabota jogando vinagre,
criando um momento ruim, mas que não é tão ruim quanto poderia ter sido – o pai
do JP diz que “alguém fez uma brincadeira de mau-gosto”.
Em algum
momento, o JP se aproxima de Mili e diz que “o pessoal do orfanato está agindo
de maneira estranha” – os meninos não o respondem quando ele fala com eles, por
exemplo. Então, Mili explica que é porque a Renata os proibiu de falar com os
convidados e de um monte de outras coisas também… então, o JP muda tudo. Afinal
de contas, a festa é dele. Quando a Renata reclama que eles “sumiram”, JP diz
que as meninas não estão ali porque foram colocar maiôs para entrar na piscina:
ali, ninguém proíbe ninguém de nada e o pessoal do orfanato são seus
convidados! No fim das contas, a festa não é um desastre tão grande assim, as
crianças se divertem, e o Fábio ainda faz o favor de jogar a Renata na piscina
em um truque de mágica!
Mas a
rivalidade de Mili e Renata ainda dá o que falar, porque Mili percebe que a Renata pode estar interessada no Beto.
Quer dizer, o Beto é um gato mesmo (!), mas ela não deveria estar dando em cima
dele se está namorando o JP, não é? Mili consegue fazer com que a família do JP
contrate o Beto só para que ele possa estar mais perto da Renata, mas ela logo
se sente culpada por ter pensado nisso e acha que não agiu corretamente. Por
isso, enquanto a Renata está insistentemente tentando seduzir o Beto (e ela
está!), o Beto tenta resistir enquanto a Mili faz de tudo para impedir qualquer
confusão: ela liga para o Beto antes que ele toque em Renata para passar
bronzeador, por exemplo, ou chega com as meninas para a piscina quando a Renata
está provocantemente chamando o Beto…
A Mili é boa
em atrapalhar esses momentos!
O caos se
instala de uma vez por todas quando a história vem à tona. Mili cita Beto e o
que a Renata estava fazendo como uma espécie de chantagem velada e, insatisfeita com isso, Renata diz a JP que a
garota a está acusando injustamente, e ela só precisa fazer toda aquela cena de
que está ofendida por Mili sugerir que ela está interessada em Beto para que o
JP fique do seu lado: ele tenta fazer com que a Mili peça desculpas, mas Mili
se recusa a fazer isso, já que não disse nenhuma mentira e não se arrepende de
nada… sendo assim, o JP diz que precisa pedir que ela não volte mais a visitar
a sua casa, até que “aprenda a se comportar”. É uma humilhação, na verdade, mas
não é possível que a máscara da Renata se mantenha por muito tempo…
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