Primeiro Capítulo de “Fogo Ardente (Donde Hubo Fuego)”

“Es que quiero ser bombero. ¿Hay vacantes?”

UMA ESTREIA QUENTE! Usando elementos tanto de séries quanto de telenovelas, “Fogo Ardente” (intitulada “Donde Hubo Fuego” no idioma original), que foi lançada pela Netflix no dia 17 de agosto de 2022, tem uma estreia maravilhosa, promissora, misteriosa e excitante… a introdução à história contada em 39 capítulos/episódios faz um excelente trabalhado ao apresentar seus personagens principais e o evento que dá início à trama de “Fogo Ardente”, aproveitando elementos que sempre fascinam um bom noveleiro: assassinato, mistério e desejo de vingança – quer dizer, como não se empolgar? Além disso, algum responsável por “Fogo Ardente” estava com tesão e determinado a “sexualizar o corpo masculino”… e eu não vou fingir que esse não é um atrativo a mais!

Eu gosto de como “Fogo Ardente” escancara, já na primeira cena, o seu tom mais quente – que talvez venha na esteira de outros sucessos da plataforma, como “Desejo Sombrio”. Também não vou negar que a primeira cena é um espetáculo de vergonha alheia que só se salva porque… bem, o elenco é mesmo muito bonito! Conhecemos Poncho, interpretado por Iván Amozurrutia, e seus companheiros do corpo de bombeiros posando para um clássico calendário sensual com bombeiros de verdade, e parece-me que eles conseguem fotos muito bonitas! A sessão de fotos acaba sendo interrompida, no entanto, quando um alarme anuncia uma emergência e todos saem em uma missão que, descobrimos rapidamente, é a primeira emergência de verdade de Poncho.

E, na verdade, ele está ali para investigar e vingar a morte do irmão.

Deixando esse “gancho” para retornarmos mais tarde, o capítulo retorna para alguns meses antes, para contextualizar as poucas informações que recebemos naquela introdução interessante. Aqui, encontramos Poncho trabalhando como stripper (no melhor estilo “Magic Mike”, e o Poncho é inegavelmente uma delícia, como é bom vê-lo dançar!), enquanto o seu irmão, Daniel, parece ser o mais “sério” e “responsável” da dupla. Enquanto Poncho parece mais despreocupado, daqueles que adoram curtir a vida, Daniel é um jornalista investigando um caso importante… um assassinato cometido na década de 1990 por “El Carnicero de Reynosa”, e ele deve estar perto de encontrar alguma coisa importante, porque essa é essa investigação que o coloca em perigo.

Ver a interação entre Poncho e Daniel me deixou bastante triste em pensar que Daniel em breve morreria – ainda assim, aplaudo “Fogo Ardente” por conseguir transmitir tão bem a naturalidade da relação entre os irmãos, realmente conseguindo fazer com que nos importemos com eles… e nos convencendo de que Poncho faria qualquer coisa para vingar a morte do irmão. Toda a sequência de Poncho retornando para casa tarde da noite, querendo contar para Daniel sobre uma garota que conheceu no clube de strip, e depois quando ele recebe aquele telefonema fatídico na manhã seguinte é angustiante. Iván Amozurrutia transmite muito bem a dor do seu personagem quando ele é obrigado a reconhecer o corpo do irmão. E, então, ele é jogado em algo muito grande…

A morte de Daniel projeta Poncho para uma história intricada… e perigosa. Antes que ele possa ir até a polícia, Poncho é interceptado por um jornalista, Elias, que aparentemente estava trabalhando com Daniel no caso que ele estava investigando: um caso que liga o Carniceiro de Reynosa a Artemio Román, o capitão responsável por um corpo de bombeiros que Daniel estava investigando nos últimos dias – e, ao lembrar-se da pergunta “estranha” de Daniel um dia antes, sobre se “ele achava que ele poderia ser um bombeiro”, Poncho sabe que Elias está dizendo a verdade. E o mais interessante é que toda a trama do “Carniceiro de Reynosa” acaba não sendo algo descolado da história de Poncho e Daniel: aparentemente, a mulher morta era a mãe dos gêmeos…

Deles.

Em paralelo, acompanhamos Ricardo Urzúa Lozano, interpretado por Eduardo Capetillo: um homem que está saindo da cadeia agora, sabe-se lá depois de quanto tempo… e cujo único desejo é retornar à sua profissão de bombeiro e, quem sabe, reencontrar os filhos. Quando chega à cidade, Ricardo vai diretamente até o jornal no qual Daniel trabalhava, pedindo para vê-lo porque “ele é seu filho” (!), e então ele descobre que Daniel foi assassinado no dia anterior. É uma introdução bem breve para o personagem de Eduardo Capetillo, mas já podemos tirar algumas conclusões, como o fato de ele ter possivelmente sido condenado como “O Carniceiro de Reynosa”, falsamente incriminado pelo verdadeiro assassino de sua esposa… o próprio Artemio Román?

De todo modo, as tramas vão convergir em algum momento – em algum momento em breve. Com as recentes informações a respeito do que o irmão estava fazendo antes de ser morto, Poncho acaba ficando de olho tanto em Artemio quanto em Elias, e ele presencia o momento em que um carro com os dois explode e os mata do lado de fora de uma fábrica… e, agora, a polícia vai ficar de olho nele. Sua principal chance talvez seja justamente no corpo de bombeiros no qual Artemio Román trabalhava até então, e ele tem a “sorte” de conhecer alguém que trabalha ali: Olivia, uma bombeira que ele conheceu recentemente, no clube no qual trabalhava. A cena final desse primeiro capítulo traz Poncho na Estação Comandante Raúl Padilla Arellano, pedindo um emprego.

Também é importante mencionar a breve aparição de Gloria/Glorita, interpretada por Itatí Cantoral, nossa eterna Soraya Montenegro de “Maria do Bairro”, aqui a dona de uma pensão localizada em frente ao corpo de bombeiros, e que deve desempenhar um papel importante na narrativa. Além disso, uma única cena ambientada na pensão nos apresenta a um diferente núcleo promissor de “Fogo Ardente”: conhecemos duas garotas que moram na pensão e que adoram ficar espionando os homens do corpo de bombeiros com um telescópio (!), e Fabio, o filho gay de Glorita que naturalmente pode se transformar em um dos meus personagens favoritos de “Fogo Ardente”. Eu ADOREI essa estreia do começo ao fim! Empolgado pelo que vem a seguir!

 

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