Fogo Ardente (Donde Hubo Fuego) – Poncho busca os filhos de Ricardo

A foto dos gêmeos.

Daniel descobrira que Ricardo Urzúa, supostamente “o Carniceiro de Reynosa”, era seu pai aproximadamente um mês antes de sua morte… afinal de contas, conforme ele se aproximava de respostas que talvez levassem à inocência de Ricardo, mais “perigoso” ele se tornava por quem quer que o tenha usado como bode expiatório. Um flashback nos leva de volta a uma conversa interessante entre Daniel Quiroga e Betty Robles, a advogada de Ricardo, que garante a Daniel, como fizera também a Poncho recentemente, que Ricardo Urzúa é inocente… o flashback também nos leva um pouquinho de volta à história de Daniel e Alfonso/Poncho, e como eles foram parar no orfanato no qual passaram toda a sua infância e como ganharam o sobrenome “Quiroga”.

No presente, Poncho está chegando a um momento importante: ele está se graduando no curso de três meses para se tornar um bombeiro. A breve cerimônia de graduação, à qual Poncho chega atrasado, conta com Poncho se recusando a apertar a mão de Ricardo, embora ele seja oficialmente o Primeiro Inspetor do Corpo de Bombeiros e, consequentemente, seu chefe, e com uma série de recordações desagradáveis voltando a ele durante o “batismo”, que consiste basicamente em um banho de mangueira de bombeiros. A cena é curiosa justamente por ser o Ricardo o responsável pelo “batismo”, e tudo parece ficar muito confuso na mente de Poncho, porque ele não consegue confiar em Ricardo. Então, ele sai durante a “brincadeira”, mas ninguém diz nada.

Já comentei outra vez que eu ficaria surpreso se, no fim das contas, Ricardo Urzúa fosse, sim, culpado – quem sabe ele poderia ser um dos Carniceiros de Reynosa, já que o policial em McAllen parece convencido de que existia mais de um. Ainda que, em termos narrativos, isso pudesse ser interessante, eu não creio que seja o caso… o que não significa que não tenha sido profundamente estranha a cena de Ricardo e Olivia, quando ela aparece no seu escritório para perguntar se “está tudo bem entre eles”, porque “ele pareceu irritado quando ela disse que ia aos Estados Unidos com Alfonso”. A cena é bizarra pelo comportamento de Ricardo, que foca na boca de Olivia, faz um comentário descabido a respeito do seu perfume e a chama de “Flor”, o nome de sua esposa falecida…

Enquanto isso, Poncho está determinado a encontrar alguma informação a respeito dos filhos de Ricardo – ele acha que isso pode lhe dar as respostas que ele busca. Ha! Para isso, Poncho tenta falar com Glorita, já que ela já falou sobre “conhecer Ricardo muito bem e há muito tempo”, mas ela desconversa o assunto dos filhos, porque sabe quem são os filhos de Ricardo, e sabe que cabe a ele contar a verdade quando ele julgar apropriado… de todo modo, uma coincidência ou um acidente fazem com que Poncho se depare com uma foto antiga de Ricardo em sua juventude, junto com os seus dois filhos gêmeos – ele nunca esteve tão perto de saber a verdade, mas eu duvido que já estejamos no momento de ver Poncho descobrir que é filho de Ricardo.

Devo dizer: Poncho pedindo “explicações” a Ricardo, seu chefe, me parece descabido.

Quer dizer, quem ele pensa que é?

Mas eu já comentei mais de uma vez: EU ESTOU AMANDO MESMO O GERARDO E O FÁBIO. Nesse sexto capítulo/episódio de “Fogo Ardente”, Maite continua acreditando que Gerardo está “prestes a convidá-la para morar com ele”, e fazendo uma série de planos de como quer que seja a casa deles e todos os filhos que quer ter (!), enquanto Fábio está empolgadíssimo com o fato de Gerardo estar disposto a ajudá-lo com o seu negócio e ter até encontrado um lugar onde eles podem montar a loja juntos, e é curioso (doloroso e, quiçá, um pouquinho perverso, mas curioso) ver o paralelo da conversa de Maite com Glorita e de Fábio com Penelope, enquanto ambos sonham com Gerardo e “fazem planos para o futuro” – que nenhum sabe se chegará a se realizar.

É doloroso para todos, no fim das contas… Fábio está sonhando com a chance de passar mais tempo com Gerardo, achando que pode “conquistá-lo”, enquanto Penelope diz que ele precisa deixar de lado essa obsessão, porque Gerardo namora Maite; Maite, por sua vez, está sonhando com um relacionamento perfeito que, na verdade, só existe na sua própria imaginação, porque é evidente que Gerardo não está apaixonado por ela; e o próprio Gerardo está sofrendo “preso” em um relacionamento que não o faz feliz, sofrendo pressões de uma família conservadora, mas não conseguindo deixar de pensar em Fábio… a cena em que ele pega o cobertor que Fábio fizera para ele e o olha apaixonadamente é uma das cenas mais emblemáticas de “Fogo Ardente”.

Eu já amo esses dois. Quero muito ver o desenvolvimento desse casal!

 

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