“The Substitute” e “Furt”


 

Gostei demais do oitavo episódio da segunda temporada de Glee. Acho que a série chegou ao episódio 30 com muito estilo. Só estou escrevendo mesmo porque gostei de “Furt”, porque se dependesse de “The Substitute”, nem sairia um comentário. Mas já que vou escrever do oito, aproveito para dizer o que não gostei no sete.
Vamos lá. “The Substitute” foi uma decepção completa. Simplesmente não me agradou. É claro que eu ri com algumas cenas (sim, teve algumas cenas dignas de umas risadas), gostei do New Directions mirim, e eu gostei bastante de “Forget you”, mas em geral, não foi um episódio muito bom. Acontece que eu esperava mais dele. A história não teve nada de tão interessante, nem tão significativo. Parecia mais um episódio tapa-buraco. A única coisa realmente importante foi Karofsky ameaçando Kurt de morte (importante para “Furt”). E eu esperava uma homenagem a Cantando na Chuva. Bem, não apareceu. Desculpem-me aqueles que discordam, mas “Singin’ in the Rain” foi péssimo. Sou fã dos mash-ups de Glee, mas não nesse caso. Achei a junção com “Umbrella” ridícula, já que o destaque foi apenas para ela, e pouco se ouviu da letra e da melodia da verdadeira “Singin’ in the Rain”. Infelizmente, foi deplorável. Agora, mesmo que seja muito menos conhecida, “Make ‘em laugh” sim, talvez tenha sido uma homenagem ao filme; apesar de no episódio a música ser em dupla (diferente do filme) a cena se assemelhou muito à original, então valeu a pena. Mas achei ela muito perdida na história do episódio (inexistente), afinal não fez sentido nenhum, mas que seja.
Antes que alguém me xingue a torto e a direito, vou dizer: não critico Gwyneth Paltrow de maneira nenhuma; ela fez o papel de professora substituta perfeitamente. Até nos fez lembrar algumas professoras substitutas (aquelas que em pouco tempo conseguem nos conquistar, e consideramos muito melhores que os professores oficiais – desculpem-me professores). E como eu disse anteriormente, o episódio foi engraçado. Muito engraçado. Lembrei-me agora de uma frase de Brittany (já falei que eu gosto muito dessa personagem?) sobre o Mrs. Schuester: “Ele me ensinou a segunda metade do alfabeto... depois do m e do n, que eu vi que eles eram tão parecidos, eu me frustrei”. Ri muito nessa cena.
Quanto à “Furt”, acho que só apresento elogios. Como disse, Glee é uma série contra o preconceito, e quando falei de “Never been kissed”, comentei que provavelmente esse assunto voltaria a ter destaque em breve. E, bem, aqui estamos. Achei, novamente, muito bom o trabalho dos escritores e de Chris Colfer ao mostrar a realidade de Kurt. Achei muito interessante ver os garotos defendendo-o de Karofsky (e senti muita raiva de Finn, por não fazer nada; isso é muito de seu personagem: não fazer o certo por medo). Achei também que Sue mereceu os parabéns nesse episódio (e por mais de um motivo); a cena em que ela expulsa Karofsky, mesmo chamando Kurt de lady (e como foi muito bem lembrado por ele, o que caracterizava bullying), foi muito legal, e achei que ela mostrou certa preocupação com o bem-estar de Kurt. Seus outros destaques foram quando ela desistiu de ser diretora para “ser mais um par de olhos nos corredores”, suas cenas com a irmã (que são sempre comoventes) e o vestido de noiva. Quer dizer, o que era aquilo? Fiquei meio Janice e não conseguia parar de pensar “Oh, my God!”.
Ver o pai de Kurt contra Karofsky foi demais. Melhor ainda foi vê-lo confrontando Finn: “E onde você estava enquanto tudo isso acontecia?”. Já sabia que Kurt mudaria de escola, mas mesmo assim achei a cena bem triste; mas apoio totalmente o personagem, diga-se de passagem. Só achei desnecessária a fala de Schue sobre “o solo que pensou para Kurt para as Seletivas”; fica parecendo que ele só disse isso porque Kurt não poderia cantar (eu sei que o personagem de Matthew ainda não sabia sobre a decisão de Kurt, mas mesmo assim).
Quanto às músicas: episódio também merece destaque. “Ohio” foi legal. “Marry You” foi talvez a melhor música do episódio – mesmo que possa ter ficado um pouco estranho, afinal não parecia muito um casamento. “Sway” ficou muito interessante, e Matthew Morrison me lembrou muito Link Larkin (talvez tenha sido nostálgico para ele, sei lá); quase esperei ver a Tracy correndo para cantar os últimos versos de “It Takes Two”. E “Just the way you are” foi uma cena bonita, mas minha teoria é de que a cena foi incorporada para que os telespectadores não terminassem o episódio com raiva de Finn, porque seu personagem não foi dos melhores antes. Mesmo assim, Cory foi incrível em seu papel, e nos convenceu de que não valia a pena ter raiva de Finn. Sua fala, seu pedido de desculpas, a dança, tudo foi muito bonito, e mais uma vez, os produtores lançaram sua opinião quanto ao preconceito.
Cena de Just the way you are
       É triste pensar que teremos as seletivas no próximo episódio, depois o especial de Natal (vai ser incrível ver Brittany ainda acreditando no Papai Noel; afinal é muito a sua cara) e Glee fará uma longa pausa. Mas fazer o quê? Torcemos para que depois de sua volta em 06 de fevereiro, não tenha mais nenhuma pausa (pelo menos nenhuma longa).

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