Rosalinda – A guarda de Erica

A briga pelo direito de ver sua própria filha…

Fernando José teve incontáveis atitudes condenáveis em “Rosalinda”, mas a pior delas, certamente, foi fazer de tudo para manter Rosalinda afastada de sua filha – e, nessas ocasiões, me chama muito a atenção a maneira como é contraditório o que Fernando José diz e o que ele faz. Ele diz que “ama” Rosalinda – tanto que, quando o divórcio deles finalmente se oficializou, ele foi até a casa de Rosalinda para rasgar os papéis e insistir para que eles recomeçassem a história deles; supostamente, ele só voltou atrás nessa decisão porque descobriu que Fedra estava morrendo e, como ele acredita que ela está esperando um filho seu, ele não podia abandoná-la naquele momento… mas se esse era o único motivo, e se ele supostamente “ama” Rosalinda, então por que essa insistência em impedir que Rosalinda se aproxime de Erica, que é SUA FILHA?!

Que m*rda de “amor” é esse?

Ao se decepcionar novamente com Fernando José, Rosalinda voltou a se aproximar de Agustín, porque foi com ele que ela encontrou apoio e segurança – e ela já tinha aceitado estar próxima dele, desde o começo, porque visava o seu poder e a sua influência para conseguir se reaproximar da filha. E Agustín realmente estava no caso, e eu ADOREI quando uns oficiais foram até a casa de Fernando José para lhe dizer que a justiça determinou que, como Erica também é filha de Rosalinda, ela tem o direito de vê-la, quando e como quiser. Fernando José surta, diz que não vai deixar Rosalinda ver a filha (?), mas a justiça é mais forte que ele, e eu adoro como, com a ajuda de Agustín, Rosalinda não apenas recupera o direito de ver a Erica, mas também CONSEGUE A GUARDA DA FILHA. É emocionante ver o Agustín indo até a casa de Rosalinda levá-la a filha.

Eu não deixaria o Fernando José nunca mais vê-lo…

Mas é porque eu tenho que trabalhar o meu “rancor”.

O único erro de Rosalinda é decidir casar-se com Agustín – Agustín não é um mau homem (!), mas ela não o ama. Mesmo assim, ela o pede em casamento, determinada a casar-se “mesmo se amor”, para que Erica possa crescer em uma casa com pai e mãe… depois de dar a sua palavra a Agustín, Fernando José (tarde demais, amigão!) lhe conta que Fedra está morrendo, e por isso ele não pôde abandoná-la e não cumpriu sua promessa de não machucá-la mais. Chorando, Rosalinda diz que, agora, está mais certa do que nunca que “seus destinos jamais se unirão”. Ela também confessa que, quando o rejeitou, o fez porque achava que era ela quem estava doente e por morrer… e ela diz que já é tarde demais… Fedra está muito doente, e ela já prometeu que se casaria com Agustín – o que, a meu ver, era algo fácil de resolver, mas vá lá…

Os dois percebem que “se amam” (eu não consigo acreditar no amor de Fernando José por Rosalinda, não mais, não há muito tempo), mas também percebem que de nada adianta se amar se já é tarde demais… os dois se abraçam como se nada tivesse acontecido (?), e Fernando José meio que reconhece seus erros (novamente, tarde demais, amigão!), porque, ao invés de escutá-la, ele a tratou mal, a ofendeu, disse coisas terríveis… enquanto eu assistia, tudo o que eu conseguia pensar era: “Isso não é um pedido de desculpas… e tampouco anula o que aconteceu”. Mas Rosalinda age como se fosse o suficiente. Fernando José a chama de “meu amor”, mas diz que “não merece o seu amor” (fato), e diz que não pode perdê-la… Rosalinda, no entanto, se despede definitivamente. De forma dramática, diz que a história deles teve passado, mas não tem presente…

E nunca terá futuro.

Infelizmente, terá.

 

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