One Piece: Into the Grand Line 2x06 – Nami Deerest

“I’m counting on you, Captain”

No fim do episódio passado, vimos Nami desmaiar no convés do Going Merry. Quando ela desperta no início de “Nami Deerest”, ela tenta fingir que está tudo bem, mas Sanji lhe informa que ela está desacordada há quatro dias, e ele passou esse tempo todo ao seu lado, cuidando dela… eu gosto muito da carga emocional que “One Piece” entrega no início desse arco frio do Reino de Drum, e de como os Chapéus de Palha parecem cada vez mais um bando. A preocupação de Sanji com o bem-estar de Nami é visível em seus olhos cheios de lágrimas, e toda a tripulação tem uma prioridade: salvar Nami. Sua saúde vem em primeiro lugar, qualquer outro problema pode ser enfrentado depois… até a viagem a Alabasta pode aguardar a parada em outra ilha.

Eles estão em uma parte do Grand Line marcada pelo frio – e é curioso que seja no episódio mais frio da temporada que ganhemos TRÊS PROTAGONISTAS SEM CAMISA. O que, é claro, não é uma reclamação, de modo algum… o primeiro deles é o Zoro, contrastando a todos os demais absurdamente agasalhados estando sem camisa no convés, de braços cruzados para valorizar o peito, e eu gosto de como a série entrega o que os fãs querem ver ao mesmo tempo em que mantém o bom-humor, com o pessoal perguntando se ele não está com frio e ele “indo se agasalhar já que eles insistem”, mas o “se agasalhar” do Zoro é basicamente colocar uma regata preta e mais nada. As cenas de Sanji e de Luffy ficam mais lá para o final do episódio.

O destino do Going Merry é qualquer ilha que possa lhes oferecer um médico, e quando mencionada a urgência para se chegar a Alabasta, a própria Princesa Vivi fala sobre como vão parar na próxima ilha para salvar Nami e depois eles partem. E, então, eles avistam O REINO DE DRUM. Vivi tem alguma história com eles: ela sabe que eles são “gentis e agradáveis”, mas ela diz que talvez o ideal seja manter a sua identidade em segredo, porque existem alguns problemas entre Drum e Alabasta… basicamente, o Rei Wapol, do Reino de Drum, a detesta. E enquanto conhecemos o Reino de Drum do presente, o episódio também nos leva a alguns flashbacks de 10 anos antes que nos mostram uma Vivi pequena, interessada na Reunião do Governo Mundial.

A Reunião do Governo Mundial nos apresenta a figuras importantes, dentre elas o próprio Rei Wapol, de Drum, e o Rei Cobra, de Alabasta – o pai de Vivi. As sequências exploram decisões questionáveis de Wapol, a evidência do péssimo Rei que ele é e é algo que funciona muito bem em paralelo com o presente, quando Dalton conta sobre aquela vila que foi inteiramente abandonada por Wapol durante um ataque pirata: ele nem se deu ao trabalho de tentar ajudar, e eles foram dizimados. Os flashbacks também exploram as capacidades diplomáticas de Vivi como uma excelente líder futura, a sua relação com Igaram e a expressão de que nem todos em Drum são o problema, quando Dalton pede desculpas pelo tratamento do Rei Wapol a Vivi e aos demais.

Mesmo que sejam um povo gentil e agradável, no entanto, o Reino de Drum parece endurecido por todos os anos que viveu sob o comando implacável e insensível do Rei Wapol. E, novamente, Vivi sabe como se portar de maneira diplomática e assume a liderança dos Chapéus de Palha, possibilitando a entrada na cidade de um modo que eles não teriam conseguido sozinhos… a impulsividade e a violência não são o caminho ali, e é a humildade e o pedido de desculpas de Vivi, imitado por Luffy, que fazem com que os portões se abram. Dalton, o Capitão da Guarda Civil, conta sobre o ataque de Barba Negra e o descaso de Wapol, e fala sobre a única médica que sobrou na vila e que pode ajudar a amiga deles… a Dra. Kureha.

Visitar a Dra. Kureha, no entanto, pode ser um grande desafio… ela mora no alto de uma montanha, a trilha para chegar lá é difícil e eles não têm tempo de fazer essa caminhada antes do anoitecer, portanto talvez seja melhor esperar amanhecer em uma taverna para a qual Dalton os leva. Nami, no entanto, está cada vez mais fraca, e eles não podem esperar muito tempo – talvez a única maneira seja escalar, e Luffy pergunta se está tudo bem para ela ser carregada montanha acima… ela confia nele o suficiente para isso. Então, Sanji diz que ele também vai. Eu adoro como a cena mistura emoção, um quê de suspense e tensão e aquele exagero escrachado de “One Piece” quando o Sanji despenca e Luffy estica o pescoço para resgatá-lo com os dentes.

E o joga para o alto da montanha.

Sempre digo isso, mas é esse jogo absurdo de “One Piece” que me encanta na série. É a capacidade de entregar algo como o resgate de Luffy no meio de um momento dramático como essa escalada de frio e mãos sangrando. É a junção de elementos e estilos de uma maneira que surpreendentemente funciona e encanta! Então, quando vê que estão sendo recebidos por alguém no topo da montanha, Luffy só pede que salvem seus amigos e então ele desmaia. Quando despertar, as coisas estarão começando a mudar… e eu posso dizer? O CHOPPER É A COISA MAIS LINDA E MAIS FOFA DO MUNDO, EU NÃO ESTOU SABENDO LIDAR! Todo momento em que ele estava em cena eu estava feito um bobo olhando para ele e falando sobre como ele é fofo.

NÃO DÁ!

Chopper é uma rena antropomorfizada que é funcionário e aprendiz da Dra. Kureha, a médica que salvou a vida de Nami. Pouco depois de Nami despertar, Luffy vem correndo (absurdamente lindo só de toalha, com aquelas entradas chamativas, diga-se de passagem) desesperado falando sobre a fera que os capturou, sobre a bruxa que está tentando cozinhá-los e sobre como serão devorados – quando, é claro, Kureha o colocara em um banho quente para evitar a hipotermia. A sequência é caótica e, por isso, maravilhosa! E o Sanji também estava absurdamente lindo sem camisa, meu Deus! Amo o caos das interpretações erradas, amo a animação do Luffy ao ver o Chopper pela primeira vez, amo o quanto o Chopper é fofo, amo ver a Nami bem…

Ansioso por mais!

(Se Luffy e Sanji quisessem passar todo o episódio seguinte assim, eu não reclamaria)

 

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