Jovem Sherlock (Young Sherlock) 1x03 – O Caso do Homem Desarmado
“This
wasn’t a robbery, this was a switch”
ESTOU
ADORANDO OS RUMOS QUE A SÉRIE ESTÁ TOMANDO! “O Caso do Homem Desarmado” é o terceiro episódio da primeira
temporada de “Jovem Sherlock” e é um
episódio de interessante reviravolta, mantendo uma agilidade e uma riqueza no
roteiro que é o que se espera de uma série protagonizada por Sherlock Holmes, e
segue sendo um grande presente aos fãs: adoro o visual, adoro as atuações e
adoro as viradas inteligentes do roteiro. Por exemplo, acabamos de descobrir
que a “Princesa Gulun Shou’an”, na verdade, não é quem pensávamos… e entendemos
o que está por trás dos assassinatos dos professores de Oxford quando
retornamos ao Corredor de Gansu, na China, durante um massacre a uma aldeia há
seis meses.
Foi ali que tudo começou.
O grupo
formado por aqueles quatro professores de Oxford, os “Quatro Apóstolos”, são
exploradores cuja pesquisa em mineração foi a responsável pela morte de toda a
família da “Princesa Shou’an”, e é por isso que ela jurou vingança naquele
mesmo momento… o flashback não só é
revelador como ainda nos permite sentir
por ela e entender a sua caça, e
Malik e Enright, os próximos dois professores da lista, também já perceberam
que eles serão os próximos de quem virão atrás e, por isso, estão escondidos.
Sherlock e Moriarty investigam em busca de respostas sobre o motivo de Shou’an estar matando essas
pessoas, enquanto Mycroft faz a sua própria investigação, embora um pouco menos
discreto e acabe dispensado por Hodge.
Afinal de
contas, Hodge é o líder por trás de tudo… foi na mineração na China que ele fez
a sua fortuna. A condução ágil e envolvente do roteiro ainda nos dá tempo de admirar como a mente de Sherlock e Moriarty
funciona, e eu adoro toda aquela interpretação das taças com líquidos
propositalmente em diferentes níveis que eles associam a uma pesquisa de
propagação de som e percebem que se trata de um mapa e que Enright está
escondido em um campanário. O que eles não percebem é que a “Princesa” está
observando de perto as suas pesquisas e conclusões, então ela não precisa
encontrar Enright, porque “eles o encontram por ela”. Quando eles chegam,
Shou’an também está lá e então ela joga Enright de cima do campanário.
A terceira morte.
Toda a
sequência do campanário deixa Sherlock com a luva que a “Princesa” estava
usando, e vale a pena investigar… o que nos entrega uma das minhas cenas
favoritas do episódio, NA LOJA DE CHAPÉUS! A química de Sherlock e Moriarty e a
dinâmica entre eles é uma das melhores coisas de “Jovem Sherlcok”, sem dúvida, e eu gosto demais de como eles estão
constantemente se provocando… eles estão tentando descobrir quem encomendou
aquela luva sob medida, mas ao mesmo tempo a cena parece muito deles e entre
eles, naquela “brincadeira” de Sherlock “reproduzir as palavras que Moriarty
dissera” e tudo o mais. Funciona com tanta precisão! E a visita à loja leva à
descoberta de que a suposta princesa comprou essa luva há duas semanas…
Mas só faz
uma que ela oficialmente chegou a Oxford.
Enquanto
isso, a “Princesa” é dispensada por quem quer que sejam as pessoas para quem
ela trabalha, cancelando a morte do último apóstolo, o Professor Malik – o
arquiteto de tudo e o homem em cujas mãos está o sangue de seus pais. Ela
percebe que foi usada, e nós também
percebemos que isso não vai terminar ali.
O trio formado por Sherlock, Moriarty e Mycroft, em paralelo, investiga a
chegada da princesa a Londres e ficam sabendo sobre o assalto no meio do caminho – o assalto que talvez nunca tenha
sido um assalto, afinal. Tudo se encaixa: o assassinato do homem que o
acompanhara desde a China e podia reconhecê-la, os óculos propositalmente
quebrados do responsável pelo transporte, o retorno sozinho da “Princesa”… não foi um assalto…
Foi uma troca.
A pessoa que
retornou sozinha à carruagem e que foi levada a Oxford como “a Princesa
Shou’an” é outra pessoa se passando por ela, e eu adorei essa reviravolta e
como isso vai deixando tudo um pouco mais complexo! Agora, o plano é capturar a
falsa princesa para tentar descobrir quem ela é e por que está fazendo isso, e
eles acreditam que a melhor maneira de fazê-lo é usando uma isca: o próprio Professor Malik. A emboscada
parece um grande fracasso em um primeiro momento, e eu confesso que o roteiro
me enganou e eu fiquei incomodado conforme todos iam para o lado de fora e
deixavam Malik sozinho, porque eu tinha certeza de que ela estaria ali para
matá-lo… e de fato está, ela é inteligente… mas
Sherlock Holmes também é.
Conforme a
distração planejada pela falsa princesa acontece do lado de fora e ela acredita
que está a um passo de matar Malik, o homem que jurara matar há seis meses em
sua aldeia após a morte dos pais, Sherlock espera por ela, sentado na poltrona
em que se esperava encontrar o professor… gosto das surpresas constantes, e a
“Princesa” acaba sendo capturada no fim. Antes de ser levada para
interrogatório, no entanto, ela diz a Sherlock algo que o deixa incomodado,
algo que são palavras que a sua mãe também já dissera. Agora, ele precisa de ainda mais respostas do que precisava
antes, e a trama vai ganhando complexidade. Estou bem curioso com os rumos
que a série está tomando, e muito feliz por ainda faltar mais da metade e já
ter acontecido tanto!
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