[Season Finale] Star Trek: Strange New Worlds 4x10 – Tomorrow’s Enterprise

“We have to deliver a space baby”

UM POUQUINHO DA “ENTERPRISE DE AMANHÔ. Exibido originalmente em 24 de setembro de 2026, “Tomorrow’s Enterprise” é o décimo e último episódio da quarta temporada de “Star Trek: Strange New Worlds”, e algo estranho acontece quando a USS Enterprise se aproxima de um raro buraco branco, o que dá início a um incidente temporal. Nyota Uhura escuta Scotty em perigo chamando o seu nome, mas aparentemente não é o Scotty do seu tempo – em algum lugar do futuro, Scotty está correndo perigo, e ainda que La’An inicialmente lhe fale sobre “não tentar mudar o futuro”, porque sabe que isso pode acabar sendo pior, Uhura não vai ficar tranquila se não fizer nada…

Em uma energia meio “Alta Frequência”, então, Uhura busca a fonte do que ouvira e acaba entrando em contato com outra Uhura… uma Uhura da Enterprise de um ano depois. A inserção de uma “Enterprise do Futuro” na narrativa nos leva a uma Enterprise que é uma recriação, em alguns sentidos, da Enterprise de “Star Trek: The Original Series”, em 1966, ou algo apenas um pouquinho antes… e é assim, então, que temos uma virada absurda nos visuais desses personagens, para se assemelhar às suas versões originais de 1966 – acaba parecendo uma piada, já que é tudo muito abrupto e num espaço de tempo muito curto, e há um quê de exagero em Uhura e Chapel.

Mas era a concepção das personagens em 1966.

Na Enterprise do Amanhã, encontramos James T. Kirk como Capitão, Uhura em uma relação com Scotty, e a autorização para explorar mais de perto um buraco negro recém-formado. Então, as coisas acabam ficando ainda mais estranhas, assim como ficaram estranhas para a Uhura que entrou em contato com um buraco branco aproximadamente um ano antes, aquela Uhura que ainda não jogava pôquer e ainda não era conhecida por seu talento incrível para o blefe. Quando um pulso sai do buraco negro e atinge a nave auxiliar que contava com Uhura, Scotty e Ortegas, Uhura é a primeira transportada de volta para a USS Enterprise, mas nenhum dos outros dois vêm com ela…

E, então, ela se vê em uma realidade diferente.

Uhura descobre que, aparentemente, ela estava sozinha naquela nave. Ortegas está sã e salva, embora há muito tempo não pise na Enterprise; e Kirk e Spock contam para Uhura que Scotty morreu um ano antes. Todas as tentativas de Uhura de entender o que aconteceu lhe informam que só havia um sinal de vida na nave auxiliar da qual ela foi transportada antes. E é pouco depois disso, nessa realidade “estranha”, que Uhura começa a conversar com a Uhura de um ano antes, e então vemos a mesma conversa de um outro ponto de vista, com tudo se conectando enfim… e naquele um ano antes, Uhura informa que “o Scotty deles está bem”. Por enquanto.

As Uhuras precisam trabalhar juntas para salvar Scotty e entender o que está acontecendo, e se dão conta de que os dois encontros da USS Enterprise – uma com um buraco branco, outra com um buraco negro – são duas partes de uma mesma história, são as duas faces de uma mesma moeda. O trabalho das duas para entender esse emaranhamento quântico é beneficiado pela janela de um ano, que as ajuda em cálculos longos solicitados a Spock ou na sintetização de elementos… e, enquanto trabalham, a Uhura do Futuro também fala com a Uhura do Passado sobre ela viver sempre pensando no futuro e, nisso, esquecer-se de viver o presente, de viver o seu agora.

Em mais um pulso paralelo que acontece atingindo “ambas” Enterprises, com as cenas sendo mostradas lado a lado, as duas acabam trocando de lugar… temos a Uhura do Futuro retornando a uma Enterprise com o Capitão Pike, e a Uhura do Passado sendo transportada para uma Enterprise na qual Christine Chapel tem um cabelo levantado e Jim se tornou o Capitão Kirk. A do passado parece e está mais perdida do que a do futuro, e eu gosto da conversa que ela tem com o Capitão Kirk, que consegue perceber quando ela está mentindo… afinal de contas, foi ele quem a ensinou a jogar pôquer e a blefar. E gostei também da Uhura do Futuro reagindo ao ver o Scotty de volta.

Tão fofo!

Acompanhamos enquanto a Uhura do Passado, na Enterprise do Futuro, entende o que está acontecendo quando fica sabendo mais sobre a morte de Scotty e Kirk e Chapel lhe contam que “ela cantou para ele” – então, Uhura começa a juntar os pedaços de informação que tem: o fato de que a outra Uhura cantara para Scotty, a música que ouvira no início da anomalia, o que a Uhura do Futuro colocou estampado na parede do quarto delas, e então ela consegue uma tradução que diz: “Somos as parteiras. O bebê está em posição pélvica”. Então, Uhura percebe que eles precisam ajudar em um “parto” de um “bebê espacial”, na falta de um termo melhor para isso tudo…

Não é uma anomalia… é a união de dois pontos no espaço-tempo em um evento que começa ali e termina um ano antes. Os pulsos são contrações, e eles precisam ajudar esse “bebê” a nascer – ambas Uhuras ao mesmo tempo. É uma cena muito bonita e muito simbólica das duas no espaço quando eles se jogam para ajudar no parto, e aquela entidade de luz/energia cujo nome não tem uma tradução para nenhuma outra língua nasce com a ajuda delas. Sozinhas em uma projeção da ponte da Enterprise e juntas, as duas são recebidas em uma cena bonita antes de serem “devolvidas” para a sua própria realidade, antes de tudo acontecer… apenas elas manterão essas memórias…

E, caso precisem, saberão o que fazer.

Gosto muitíssimo da cena que as duas compartilham ali e gosto muitíssimo do retorno enquanto vemos tudo ser “rebobinado”. As linhas temporais são restauradas e se separam, e encontramos ambas as Uhuras bem. Na Enterprise do Futuro, Uhura está feliz em ver Scotty vivo e bem de volta, e ela o beija na frente de todo mundo porque finalmente resolveu assumir esse namoro oficialmente; na Enterprise de Agora, Uhura tomou algumas decisões e percebeu onde ela está e onde ela quer estar, que é ali, junto com a família que ela escolheu e que a acolheu. É um episódio lindíssimo que acena a “Star Trek: The Original Series” e que encerra muito bem essa temporada!

 

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