Payback – Ep. 06: Jay’s True Identity

Quando não se esquece uma voz…

O MOMENTO EM QUE AS COISAS MUDAM. Jay tem duas tramas em paralelo em “Payback”: ele está em busca do misterioso homem fantasiado de coelho com quem transou há cinco anos e, em paralelo, ele se aproxima de Sun por algum motivo que tem a ver com vingança, o que entra em consonância com o que Sun também busca na Dream Entertainment. Até esse episódio, confesso que eu achei que as “duas” tramas eram uma só: achei que a atenção que Jay sempre dispensou a Sun fosse porque ele já sabia que ele era o homem sob a fantasia que ele tanto buscava – e acontece, para a minha surpresa, que Jay não sabia dessa “coincidência” até agora… porque, ironicamente, Sun aparece no seu escritório novamente vestido como um coelho.

Sun se torna um coelho, dessa vez cinza, para um comercial, e é ainda usando a fantasia da gravação que ele busca Jay para confrontá-lo sobre a história de ele ser o Diretor Arthur e nunca ter lhe dito isso, e então tudo volta à tona! Ouvir a voz de Sun através da máscara faz com que Jay enfim o reconheça e entenda tudo, e então ele verifica o que ele sabe que lhe dará a certeza do que ele já sabe: a tatuagem de Sun. A avalanche de emoções e de memórias o leva de volta a toda a história com Sun naquela noite em que ele foi salvo pelo antigo coletor de dívidas e eles acabaram transando… de maneira estranha. Desde aquela época, Jay tinha mania de “cobrar” por coisas e Sun tinha a mania de dizer que “ele só tinha o seu corpo com o que pagar”.

Não é como se não fosse o Jay em dívida ali, é claro… mas ele diz que Sun precisa recompensá-lo por “ter tirado a diversão da sua noite”, e então os dois terminam transando sem que Sun tire a máscara de coelho, e a coisa toda acaba sendo um tanto pesada… afinal de contas, as lágrimas de Sun caindo no peito de Jay são doloridas, e ele vai embora sem nunca revelar o rosto, jogando algumas notas de dinheiro em Jay antes de partir. Toda a noite, do momento em que foi salvo até aquela audácia clara, causa uma impressão em Jay que ele carrega consigo pelos anos seguintes, e agora tudo culmina no momento em que, em seu escritório, Sun tira a outra cabeça de coelho que está usando. A revelação, no entanto, parece unilateral… não teve nenhum estalo para Sun.

Aos poucos, no presente, as coisas mudam e se intensificam para Sun e Jay. Gosto da intimidade implícita no fato de Jay levar o Sun com ele ao cemitério para visitar o túmulo de sua mãe, e gosto da conversa que eles têm no carro e do beijo que eles compartilham na ponte pouco depois – confesso que a mordidinha de Jay para finalizar o beijo mexeu comigo de verdade. Talvez agora seja o Jay em dívida com Sun por ter escondido dele por tanto tempo que ele era o Diretor Arthur, e é por isso que, quando eles saem para jantar agora, é o Sun quem escolhe onde eles vão, e é um lugar totalmente fora da realidade de Jay… eu gosto de como isso é uma provocação, de certo modo, e de como por um momento vemos uma expressão leve e desconhecida no rosto de Jay.

Gosto de conhecer essas novas facetas de cada um deles!

Eventualmente, temos uma outra cena importante em uma conversa de Sun com Songphon. O amigo de Arthur/Jay conta sobre a mãe de Jay ser a fundadora da Dream Entertainment e conta que ele também está ali em busca de vingança, e Sun conta a ele todos os detalhes de sua história… desde a sua expulsão da escola ao seu emprego como coletor de dívidas e o assassinato do irmão, bem como a participação de Bank/Sunny nisso. Songphon se emociona ao escutar aquilo tudo, e finalmente entende por que Jay confia tanto nele, e também acha que Jay precisa saber de toda essa história. Nesse momento, além de absolutamente curioso pelo desenvolvimento do romance desses dois, estou curioso por mais detalhes da vingança de Jay.

 

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