Doctor Who (7ª Temporada, 1970) – Arco 054: Inferno, Parte 1
“Welcome to the Inferno”
A CONCLUSÃO
DA PRIMEIRA TEMPORADA DE JON PERTWEE COMO O 3º DOCTOR! Com direção de Douglas
Camfield e Barry Letts e roteiro de Don Houghton, “Inferno” é o quarto e último arco da sétima temporada de “Doctor Who”, exibido entre 09 de maio e
20 de junho de 1970, em sete partes, e é uma história interessantíssima que
brinca com o conceito de universos
paralelos. Não é a primeira vez que a série o faz, tampouco será a última!
Tudo começa com um audacioso projeto de perfuração da crosta terrestre em busca
de uma nova fonte de energia poderosa e é claro que alguma coisa está
acontecendo, e a ganância das pessoas por trás desse plano os impede de deter
as perfurações… não importa quantas
pessoas morram.
A UNIT é
chamada para ser parte da segurança do projeto, e o Doctor está ali,
relembrando a todos que ELE É UM AGENTE INDEPENDENTE, dividido entre um caso a
resolver e suas próprias intenções que só compartilha com Liz Shaw e que estão
relacionadas ao console da TARDIS que ele levou consigo e a fonte de energia
que é uma novidade. Embora ele tenha sua própria agenda, é claro que o Doctor
não fica alheio a eventos como o
assassinato que acontece na base, e ele bate de frente com o Professor
Stahlman, um homem tão cego pela ganância e por seu projeto de 11 anos que se
recusa a reconhecer que um computador apontando problemas na perfuração pode
estar certo… e alguma coisa oleosa e verde está infectando pessoas que entram em contato com ela.
O primeiro
humano que vemos entrar em contato com a substância verde começa a se
transformar em uma criatura quente e perigosa, e é um processo pelo qual o
próprio Stahlman passará por negligenciar os avisos e tocar um frasco sem qualquer
tipo de proteção… enquanto isso, o Doctor tenta desviar uma parte da energia
que está sendo extraída para a sua TARDIS, tendo explicado para Liz que ELE SE
SENTE PERDIDO SEM ELA. O console desaparece levando o Doctor com ele por alguns
segundos, em uma transição de efeitos perturbadores e que mais tarde o Doctor
descreve como uma espécie de “limbo”. Ele se materializa de volta, ainda
naquele lugar e naquele universo… mas é uma dica do que está prestes a
acontecer no arco.
Enquanto o
Doctor aguarda para um novo teste com o console da TARDIS e relaciona os
acontecimentos misteriosos da base com uma erupção vulcânica em Krakatoa em
1883, o Brigadeiro Lethbridge-Stewart conversa diretamente com Stahlman e Keith
sobre as agora três mortes violentas que
aconteceram na base: alguma coisa precisa ser feita, a perfuração precisa ser
detida enquanto eles não entenderem o que está causando tudo aquilo… Stahlman,
no entanto, não para o projeto, pouco se importando que exista algo que está
transformando as pessoas em criaturas primitivas e violentas – é por isso que é
meio irônico que ele mesmo seja vítima da idiotice de sua ganância quando ele
termina com as mãos verdes e começa o processo de transformação.
O desvio da
narrativa rumo a um outro universo deve ser o que de fato torna o arco memorável. Tivemos dois bons episódios
que iniciam a trama, mas apresentam algo bem dentro do que estamos habituados a
ver nessa temporada e nessa era do 3º Doctor… até que não seja mais.
Eventualmente, o Doctor faz um novo teste com o console da TARDIS e, mais ou
menos como aconteceu na primeira tentativa, ele desaparece… dessa vez, no
entanto, quando ele se materializar de volta, ele não estará no mesmo lugar que
deixou para trás, e isso inicia uma jornada interessante e assustadora para um
Doctor que precisa ver rostos conhecidos como pessoas completamente
desconhecidas. E eu sinto que é agora que “Inferno”
começa de verdade!
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