Crazy Ex-Girlfriend 4x12 – I Need a Break

“That’s her Paris!”

Talvez nada supere o episódio anterior na minha lista de “episódios favoritos” na série, mas eu gosto muito de como a série transita entre climas diferentes e de como temos, aqui, um episódio surpreendentemente sério e que é essencial em todo o processo de tratamento de Rebecca – e relembra como ele precisa ser levado a sério. Exibido originalmente em 01 de fevereiro de 2019, “I Need a Break” é o décimo segundo episódio da quarta e última temporada de “Crazy Ex-Girlfriend” e ele é um paralelo entre a Rebecca fingindo que “está tudo bem” e deixando suas terapias de lado e a Paula se cobrando demais sem tirar um tempo para desacelerar. Ambas percebem, ao fim, que em algum momento elas terão que reconhecer que precisam de ajuda.

Rebecca está feliz com o seu novo relacionamento com o Greg, mas talvez ela não esteja indo muito bem na coisa de “ir devagar”, e talvez ela esteja indo pior ainda ao deixar que isso defina a sua vida – é uma recaída de alguém que estava em um bom processo de cuidar de si mesma. O retorno à Dra. Akopian depois que ela convida Greg para ir com ela a Raging Waters, um parque aquático, é a evidência do quanto as coisas não estão bem… ela estava evoluindo bastante, mas agora ela está agindo como se ela não precisasse seguir com a terapia em grupo, com a terapia com a Dra. Akopian, e ela se recusa a tomar remédios e seguir conselhos. A Dra. Akopian diz que se ela descontinuar o trabalho delas, ela pode ter um retrocesso muito grande.

O “grande passeio romântico” idealizado por Rebecca acaba sendo menos perfeito do que ela gostaria que fosse. Ela tinha grandes expectativas para aquele dia, mas o Greg mais foi para a agradar do que porque de fato queria ir, e Rebecca não gosta de seu comportamento ou de como ele parece infeliz, porque queria que ele estivesse gostando e tudo o mais – então, Greg explica através de música e um excesso de exemplos que ele não gosta das coisas… ele basicamente odeia tudo. E posso dizer? NOSSA, COMO ELE ESTAVA SEXY. A inspiração de “I Hate Everything But You” vem do Elvis, e eu fiquei meio que babando na voz, nos pelos do peito, nos braços com o colete jeans… um sex appeal absurdo e, de alguma maneira, uma declaração de amor?

Não acho que o Greg estivesse totalmente certo, e provavelmente ele podia ter mostrado mais empolgação e tudo o mais, mas também não acho que ele estivesse totalmente errado, porque ela sabia que não era algo de que ele gostava e ele estava se propondo a acompanhar dentro de seus limites. De todo modo, o fim daquele dia é de briga… e de briga muito séria. Há motivo para a briga, mas há extrapolação que vem de coisas externas, como o fato de a Rebecca não estar indo em suas terapias… e quando Greg cita isso, Rebecca leva para o lado pessoal, se torna bastante agressiva, e relembramos que a questão de “Crazy Ex-Girlfriend” nunca foi “Com quem a Rebecca vai ficar?” ou “O namoro vai dar certo?”. É mais sobre ELA e sobre reconhecer que ela precisa de tratamento.

Ela estava nesse caminho… e retornará para ele em breve.

Embora antes ela faça um desvio perigoso. Ao som de “I’m Not Sad, You’re Sad”, Rebecca Bunch bebe um bilhão de drinques (na verdade, são três) e tenta consistentemente cometer erros. Ela bate à porta de Nathaniel, que faz a coisa certa e diz que vai chamar um Uber para levá-la para casa, porque ela está muito bêbada; em casa, ela também tenta transar com o Josh, que também lhe diz que eles não devem fazer isso. E é depois de ter tentado transar com dois ex-namorados por ter brigado com o Greg que Rebecca percebe/reconhece que ela não está mesmo num lugar legal… e ela precisa de ajuda. Curiosamente, “The Darkness” é uma música bastante séria… tem o quê de comédia da série, mas é um momento bastante sério e ela dorme no banco do lado de fora do consultório do Dr. Shin.

Então, ela começa a retornar ao tratamento… ela tem uma conversa importante com o Dr. Shin, na qual ela se permite ser sincera. E tudo isso acontece em paralelo com a trama de Paula, que está trabalhando sem parar na Mountaintop, está ajudando as meninas da cadeia e está estudando para a Ordem – e são coisas demais para ela lidar enquanto finge que “está tudo bem”, até que fique evidente que não está. O que ela imaginou que pudesse ser a menopausa acaba sendo um princípio de infarto, e Paula passa aproximadamente 18h muito doente sem deixar de fazer as coisas porque “não tem tempo para ficar doente”, e isso a coloca na UTI precisando de uma cirurgia… o corpo dela a força a entender que ela precisa parar.

O paralelo é bonito e inteligente. O caso de Paula é físico e o de Rebecca é mental, mas eles são muito parecidos! Ambas precisam parar de agir como se estivesse tudo bem, como se não precisassem de ajuda… a conversa de Rebecca com a amiga no hospital é lindíssima, e enquanto ela dá conselhos e fala sobre como ela precisa fazer o que os médicos pedem, ela percebe que aquilo vale para ela também. Ela pede a Paula que prometa que “vai cuidar melhor de si mesma”, e a própria Rebecca não promete aquilo em voz alta para ninguém, mas ela toma decisões importantes – principalmente de que ela precisa de um tempo. É bonito ver a Rebecca reconhecendo do que precisa e tomando um remédio no fim: ela vai voltar a olhar para si.

E esse é um processo contínuo.

 

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